DEFESA DA FE.


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Quando a mulher do pastor quer mandar na igreja

Existem mulheres de pastores que são complicadíssimas! 
Ouso afirmar que em nome do feminismo um número incontável de mulheres tem se insurgirdo contra o ensinamento bíblico de que a esposa deve auxiliar o marido na árdua, porém sublime tarefa de edificar a familia. Se não bastasse isso, muitas destas imbuidas por um "coronelismo" machificado decidiram mandar no lar, determinando arbitrariamente tudo aquilo que seu cônjuge ou filhos devem fazer.  Para piorar a situação não são poucas as esposas de pastores que em nome de uma espiritualidade deteriorada acreditam que devem e podem mandar na Igreja, atropelando a todos aqueles (inclusive o pastor) que porventura estiverem no seu caminho.
Há pouco eu soube de uma igreja onde a esposa do pastor mandava e desmandava. Nessa comunidade, era comum o pastor orientar a igreja de uma forma e a esposa de outra. Claro que não prestou! Em pouco tempo boa parte dos membros daquela igreja abandonaram a comunhão alegando que era muito dificil conviver com mulher autoritária.
Caro leitor, lamentavelmente situações deste tipo são muito comuns em algumas igrejas. Infelizmente muitas mulheres por possuirem uma visão distorcida do papel da feminilidade colocaram os pés pelas mãos trazendo sobre suas vidas, familias e igrejas, problemas quase que irremediáveis.
Sem a menor sombra de dúvidas a esposa do pastor tem um papel preponderante na edificação da Igreja, afinal de contas, ela está casada com o pastor. No entanto, apesar dela poder ajudar o marido nas demandas ministeriais é importante que entenda que a palavra final ou decisão pastoral cabe ao seu esposo e não a ela. Além disso vale a pena ressaltar que o fato de uma mulher auxiliar o marido na missão de criar filhos  não concede a ela AUTORIDADE sobre a Igreja de Cristo.
Isto posto, rogo as mulheres, esposas de pastores, que avaliem a luz das Escrituras de que forma tem se comportado na casa de Deus, mesmo porque, agindo dessa forma o nome do Senhor será glorificado.
 
Pense nisso!
Renato Vargens

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Para ser pastor... sobre a matéria da Veja SP


A Veja São Paulo publicou neste final de semana a edição 2304, de 16 de Jan de 2013, a matéria de capa "Profissão Pastor". A chamada da matéria diz:

Acompanhamos um curso de formação de mão de obra evangélica
Em troca de dedicação integral, quem segue carreira pode ganhar um salário de até R$ 22.000 por mês

Que impressão se tem ao ler uma chamada como esta? Que ser pastor, não importa onde, é um negócio, e até bom, afinal, são poucos os ganham salários dessa monta. Veja mostra mais uma vez parcialidade ao trazer a informação ao público, selecionando de forma maliciosa o que diz e dando um quadro falso a respeito da verdade como um todo. Não que o conteúdo da matéria em si seja mentiroso. Aliás, não tenho nem como avaliar, mas posso imaginar que seja fato. O que traz o arrepio a respeito, além do erro logo no começo, ao citar uma das pessoas com quem teve contato (“Que Deus abra o caminho contra as sílabas do maligno” - certamente deveria ser "ciladas") é que a reportagem não passa de uma generalização. Ou seja, além das igreja mencionadas, existem muitas outras, sérias e comprometidas com a formação acadêmica e pastoral dos seus ministros e que não fizeram e nem fazem do pastorado uma profissão. Que se fizesse ao menos uma ressalva... mas, nada é dito. Que existem aquele que fizeram de igrejas comércio, é fato. Que tornaram seus pastores comerciantes, não é o meu ponto aqui. Minha indignação é que o leitor, depois de ler a VEJA SP, olhe para todos os pastores da maneira como descrito pela revista. Pois bem, para que se saiba, e isto já escrevi como carta para a revista, veja como é que se forma um pastor na Igreja Presbiteriana do Brasil:

1. precisa ser membro de uma igreja local há no mínimo 3 anos.

2. precisa se apresentar diante do conselho da igreja e ser reconhecido por este como alguém vocacionado. 


3. o conselho da igreja local deve testar este que aspira ao ministério pastoral. É costume da minha igreja local enviar este jovem para um instituto bíblico antes de enviar ao seminário (1 a 2 anos).

4. se aprovado, é enviado ao presbitério, que o examina teologicamente e exige exames e atestados físicos e psicológicos. Chega como aspirante e, caso aprovado, torna-se candidato ao ministério.

5. o presbitério deve enviá-lo a um seminário da denominação para um curso teológico que dura entre 4 e 5 anos (matutino ou noturno) no qual deve aprender, entre dezenas de disciplinas, as línguas hebraica e grega (as línguas originais em que o Antigo e Novo Testamentos foram majoritariamente escritos). A entrada é feita por uma espécie de vestibular que testa a capacidade intelectual e o conhecimento geral do candidato.

6. durante o período de candidatura é designado um tutor ao candidato que deve se assegurar dos aspectos diversos da vida espiritual, emocional e os estudos do candidato, vendo para que mantenha um padrão digno do Evangelho de Cristo.

7. depois do curso teológico o candidato apresenta-se ao presbitério com seu diploma de Bacharel em Teologia e deve fazer uma série de exames diante do presbitério (orais e escritos). 

8. se aprovado o presbitério pode licenciar este candidato para a obra pastoral, ainda em um período de experiência que pode durar de um a dois anos. 

9. o licenciado, depois deste período é novamente examinado pelo presbitério e então pode ser ordenado pastor.

Este processo todo tem como finalidade testar se aquele que se apresenta como candidato ao ministério pastoral preenche os requisitos bíblicos para ser pastor, como os descritos em 2 Timóteo 3.

Em um comentário a respeito desses passos alguém chegou a dizer: "assim, nem Jesus poderia ser pastore nesta igreja". Ora, a questão é que não estamos examinando Jesus, mas homens que precisam, antes de mais nada, mostrar idoneidade ao transmitir a Palavra de Deus e trabalhar com a vida das ovelhas de Cristo.

Sim, tem custo, que normalmente é arcado pela igreja, presbitério e o candidato. Não, o salário médio de um pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil está muito longe de 22 mil reais. Vamos convidar o repórter da Veja SP para ver se passa neste!

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domingo, 13 de janeiro de 2013

Deus era por nós antes que o mundo existisse - C. H. Spurgeon





No dia em que eu te invocar, baterão em retirada os meus inimigos; bem sei isto: que Deus é por mim.
Salmos 56.9

É impossível para quaisquer palavras expressarem o pleno significado desta agradável sentença: "Deus é por mim". Ele era por nós antes que o mundo existisse. Deus era por nós, pois, se assim não fora, Ele não nos teria dado o seu Filho amado.

Deus era por nós, quando feriu o Unigênito e lançou sobre Ele todo o vigor de sua ira. Deus era por nós, embora tenha sido contra o Senhor Jesus. Deus era por nós, quando, estávamos arruinados pela Queda — Ele nos amou apesar disso. Deus era por nós, quando éramos rebeldes desafiadores contra Ele. Deus era por nós, pois, do contrário, Ele não nos teria trazido ao ponto de buscarmos humildemente sua face.

Deus tem sido por nós em muitas lutas. Temos nos deparado com hostes de perigos. Temos sido assaltados por tentações em nosso íntimo e em nosso exterior. Como poderíamos ter permanecido intactos até agora, se Deus não houvesse sido por nós? Deus é por nós com toda a infinitude de seu ser, com a onipotência de seu amor, com toda a infalibilidade de sua sabedoria. Revestido de todos os seus atributos divinos, Ele é eterna e imutavelmente por nós. Visto que Deus é por nós, a voz de nossa oração haverá de assegurar-nos sempre o auxílio dEle. "No dia em que eu te invocar, baterão em retirada os meus inimigos." Esta não é uma esperança incerta, e sim uma segurança bem fundamentada — "Bem sei isto". Apresentarei minha oração a Deus e esperarei a resposta, certo de que ela virá. Meus inimigos serão desbaratados, porque Deus é por mim.

Ó crente, quão feliz você é com o Rei dos reis ao seu lado! Quão seguro você está com esse Protetor! Quão garantido é o seu caso, pleiteado com tão sublime Advogado! Se Deus é por você, quem poderá prevalecer contra você?

sábado, 12 de janeiro de 2013

Socialismo na Bíblia? Mitos e verdades.


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Por Solano Portela

Fico impressionado como tantos cristãos embarcam na visão político-econômica socialista. Não me espanta que ela leve de roldão grande parte da “intelectualidade” do mundo ocidental, bem como aquelas cabeças não pensantes, que seguem a opinião majoritária por pura necessidade de aceitação comunitária. Afinal, o socialismo é uma visão bem humanista que enaltece a bondade nata das pessoas. Nada que nos surpreenda que ele seja abraçado por aqueles que não gostam da realidade do Deus verdadeiro, revelado nas Escrituras, com seus princípios de justiça e demandas de soberania plena. O que me assusta é o contorcionismo teológico e exegético feito por alguns para achar na Bíblia justificativa para sua crença socialista (ou, quiçá, marxista), ignorando as evidências contrárias e os princípios que contradizem essa corrente de pensar.

Nesse sentido, recebi há um tempo uma carta dizendo que temos o registro bíblico de que as terras alocadas ao Povo de Israel, quando este adentrou a palestina, foram repartidas igualmente. Todos teriam recebido porções semelhantes. Isso seria uma prova do ideário socialista nas Escrituras. Acontece que a afirmação simplesmente não corresponde à realidade.

As tribos se posicionaram em locais diferentes de acordo com a circunstância da conquista e conforme as alianças (algumas espúrias) que foram fazendo. Umas terras eram mais férteis do que outras; umas mais planas e aráveis do que as da tribo vizinha; e assim por diante. As determinações iniciais para a repartição colocaram aquele povo em movimento, mas depois ele foi seguindo o curso da história, com as desigualdades características de qualquer sociedade ou sistema, com o pecado presente no coração das pessoas – se bem que sempre sendo confrontado com a Lei de Deus. Essa lei visava punir o faltoso, proteger o inocente, preservar certos direitos individuais, de propriedade e impedir que os carentes fossem abandonados na sua fraqueza.

Assim, na teocracia estabelecida à nação de Israel o código civil e penal foi colocado para garantir as liberdades individuais e para lidar com as manifestações do pecado. Nunca houve a visão ingênua de que a “terra prometida” era um lugar sem pecado e sem a necessidade de controles. Um desses controles, admitimos, era a proibição de grandes latifúndios, com a reversão de transações comerciais processadas ao longo dos anos, à tribo e aos proprietários originais.

Esse dispositivo, de limitação latifundiária, é um sistema interessante e, como todo o resto da legislação civil e judicial de Israel, de extremo valor didático para nós, mas não tem caráter normativo. Deveríamos pensar como tais salvaguardas poderiam ser implantadas em nossa sociedade, estudando cuidadosamente o contexto de suas circunstâncias, pois emanaram de um Deus que é todo sabedoria. Mas enquanto procuramos abstrair o princípio, não há determinação de aplicabilidade idêntica ou in totum à nossa sociedade. Não devemos esquecer, também, que o direito de propriedade privada é plenamente assegurado não apenas na legislação civil e judicial do estado judaico vetero-testamentário, mas na própria lei moral, com o oitavo mandamento (“não furtarás”), repetidamente reafirmado em todo o restante da Bíblia, inclusive no Novo Testamento.

Não existe, portanto, nada que se situe mais longe do sistema teocrático de Israel do que o socialismo, comunismo ou marxismo. Querer ler isso nos registros históricos do Povo de Deus, é caminhar em terreno pantanoso que tragará a argumentação e o seu defensor – se praticar coerentemente o que prega.

Reconhecendo isso, alguns proponentes mais insistentes passam a defender que a visão socialista é algo típico do Novo Testamento, apelando ao registro de Atos 2.42-47 – à comunidade de bens. Mas a exegese correta do relato, à luz do contexto textual e histórico, não fornece qualquer base para um modelo comunista de governo aplicável às nações da terra. Primeiro, temos aqui um registro histórico-descritivo de um micro-cosmo social existente entre cristãos, não uma definição prescritiva aos governos e governantes (um texto prescritivo é, por exemplo, a passagem claramente anti-socialista de 2 Ts 3.10 – “se alguém não quer trabalhar, também não coma”). Segundo, temos um contexto histórico no qual a igreja se encontrava acuada e sob perseguição, na perene tentativa satânica de destruição dela. Terceiro, temos o caráter voluntário da iniciativa da comunhão dos bens, e não estatalmente determinativo; isso é substanciado, em adição, pelo próprio Pedro nas palavras proferidas a Ananias e Safira.

Precisamos, como cristãos, reconhecer que essa moda de subscrição à cartilha socialista, que perdura há várias décadas, é carente de sustentação teológica e capenga em uma premissa que é totalmente anti-bíblica: a bondade natural do homem.

Qualquer sistema de governo, seja qual for o seu rótulo, que reconheça certas bênçãos advindas da graça comum divina – como o direito à liberdade, à iniciativa individual, à propriedade privada – e que tenha em sua estrutura salvaguardas e controles que lidem com o pecado e a violência, tem mais possibilidades de refletir princípios de justiça divina e prover com que as riquezas do país sejam revertidas em benefício dos cidadãos que o compõem, diminuindo assim a perspectiva de fome, carências e violências.

O governo eficaz respeita a propriedade, controla e pune malfeitores (não o empreendedor e o cidadão ordeiro comum); essa é a função primordial dele, conforme Rm 13. Depois disso, ele reconhece e galardoa os cidadãos de bem, principalmente certificando-se não de que todos sejam iguais, mas de que todos possuam iguais oportunidades de desenvolverem suas individualidades e talentos específicos.



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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Onde está a mensagem da salvação ?



Vi essa imagem enquanto peregrinava no Profetirando 
Alguém ainda lembra o que é salvação ou o que se fala da mensagem da cruz ? 
Velho eu fico decepcionado quando vejo essas igrejas, que não tem um ensinamentos e nada, o culto dos caras são voltados a dinheiro e campanha para prosperar. 
Ter dinheiro é bom ? Claro que é. Mais cara ser salvo é melhor ainda. Pegaram o nome de Cristo emprestado para fazer barganha, para tirar dinheiro do povo e não ensinar mais o caminho para o céu. 
Você acha que eu estou falando demais ? Veja bem, minha avó já passou pela Universal, Internacional do Reino de Deus e agora está na Mundial (ela tem o jeitinho dela de servir a Deus então não falo nada) só que esses dias fui falar com ela sobre salvação, e ela ficou perdidinha, pois os pastores que ela teve só fala de campanha e voto não sei do que. Um dia minha vó conseguiu arrastar meu pai que não é fã de igreja para ir a um culto, ele chegou em casa bravo falando que o baixo invocado do pastor era danado e só de oferta tinha pedido 3 vezes. 
E quem está ensinando esse povo e ser salvo ? Quem está pregando Jesus a eles ? 
Se Jesus é o caminho para a salvação, estão fazendo do dinheiro um atalho para se chegar mais perto disso. 
Onde está o evangelho puro e simples ? Onde está o se arrependa pois é chegado o reino do céus ? Não sei onde foi parar, mais essa mensagem tem sumido de dentro de nossas igrejas e não sei em você, mais em mim tem deixado uma grande dor em ver os falsos ensinamentos. 
 
Fonte : Web Evamgelista

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Um cristão morto a cada 5 minutos em 2012

Dados foram levantados pelo Coordenador do Observatório de Liberdade Religiosa na Itália, sociólogo Máximo Introvigne, que fez uma alerta mundial sobre o caso

Cristã paquistanesa chora morte de marido. Foto: faithfreedom.com
Em 2012 105 mil cristãos foram mortos devido a perseguição religiosa imposta em alguns países do mundo. O alerta mundial sobre esta estimativa aterrorizante partiu do sociólogo Massimo Introvigne que é coordenador do Observatório da Liberdade Religiosa na Itália.

“Se estima que em 2012 morreram 105 mil cristãos por motivos religioso, isto é, um morto a cada 5 minutos”, disse.

O sociólogo explicou que existem muitas zonas de perigo para os cristãos em todo o mundo, porém identificou como as três principais: “os países com forte presença de fundamentalismo islâmico, como a Nigéria, Somália, Mali, Paquistão e algumas regiões do Egito; os países onde ainda existem regimes totalitários de tendência comunista, como Coreia do Norte; e aquelas regiões onde existem nacionalismos étnicos, como o Estado de Orissa, na Índia”.

Segundo a organização Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), os cristãos constituem atualmente o grupo religioso mais perseguido e discriminado do mundo. Um estudo recente revelou que 75% dos atentados contra a liberdade religiosa tem como alvo cristãos. O estudo também revela que houve progressos em matéria de liberdade religiosa no Sudão do Sul, Cuba e Mianmar.

A Arábia Saudita, a Coreia do Norte e Paquistão representam os países onde a liberdade religiosa é mais ameaçada. Mas também na China, Tunísia, Líbia, Egito e Nigéria a liberdade religiosa é severamente limitada. No Egito, os cristãos cooptas, que representam 10% da população, tiveram diversas igrejas atacadas nos últimos meses. Na Nigéria a situação é ainda pior, com ataques a igrejas e assassinatos de sacerdotes e fiéis.

A Corte de Justiça Europeia decidiu que a perseguição religiosa é motivo suficiente para uma pessoa solicitar e obter direito a asilo. Além disto, confirmou que existe o direito de viver e praticar a própria religião, um dos direitos fundamentais da pessoa humana. Isto foi reconhecido no artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos .

Neste grupo identificado como cristão há tanto evangélicos, como católicos. Uma quantidade de assassinados que o sociólogo chamou de “proporções horríveis” que muitos veículos de comunicação de repercussão mundial não chegam a noticiar.

O Brasil é livre para adorar a Deus e muitos não dão o valor devido a essa liberdade.



Com informações da Radio Vaticano/MT Agora/ Canção Nova

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

John Piper prega seu último sermão


O conhecido pastor e escritor John Piper pregou seu último sermão como pastor da Igreja Batista Bethlehem em Minneapolis na virada do ano. Após mais de 30 anos de ministério pastoral, ele irá se dedicar apenas à literatura.
Em 30 de dezembro Piper, 66 anos, subiu ao púlpito para pregar a mensagem “Entristecidos, mas sempre alegres”, que marcou sua despedida da igreja que pastoreou por toda sua vida ministerial. Ele será substituído como pastor presidente por Jason Meyer, 36 anos, e afirmou que continuará eventualmente pregando quando for convidado.
A decisão de se aposentar do púlpito da igreja foi sua. Ele deixará a Igreja Batista Bethlehem com cerca de 5 mil membros. Em 2010, numa pesquisa da LifeWay, Piper ficou entre os 10 mais pregadores influentes, ao lado de Billy Graham, Rick Warren e Max Lucado.
Ele afirma que ainda tem paixão suficiente para escrever livros, pregar e percorrer o país com o seu ministério Desiring God, mas deixa a igreja por entender que seu tempo ali acabou. “Eu tenho… uma quantidade limitada de energia. Quero usá-la para ler, escrever e pregar, mas não desejo mais ficar tanto tempo em reuniões e coisas assim”, disse o pastor ao jornal Star Tribune.
“Eu não acho que [aposentaria] é uma palavra bíblica”, disse ele ao jornal. “Sem querer ofender as pessoas que decidiram fazê-lo. Sinto o prazer de Deus quando prego. Sinto-me realmente vivo.”
Mas deixou claro em sua última mensagem como pastor que condena os pregadores da teologia da prosperidade e as pessoas que são atraídas por uma fé que não é o cristianismo bíblico.
“Se você atrai as pessoas prometendo riquezas… facilidades, saúde, pulos, alegria, brincadeiras, adoração superficial… poderá ter uma igreja enorme. Mas Cristo não será visto na sua glória plena e a vida cristã não será visto como o caminho para Calvário que ela realmente é”, ressaltou.
Embora essa não tenha sido sua “mensagem final”, o pastor Piper ressaltou que era sua última mensagem como líder daquela congregação, que não deveria esquecer que “o mundo precisa da igreja…. da nossa alegria, indomável e invencível mesmo no meio do sofrimento e da tristeza.”
“Claro, o mundo tem necessidade de ver os cristãos felizes, mas que essa felicidade tem que ser gerada em Cristo, forjada na dor. Caso contrário, o que oferecemos a eles não será nada diferente do que eles já têm. Todos sabem como ser feliz quando está tudo bem… Eles não precisam ver a religião como uma antiga forma de autoajuda… Eles precisam da grandeza e da grandeza de Deus sobre suas vidas… Muitos pastores de hoje tentam atrair as pessoas para Jesus falando de casas, carros e roupas luxuosas… Você nunca deveria atrair alguém prometendo isso, porque eles não estão vindo para Jesus. Eles estão buscando algo material e o verão como alguém que pode oferecer isso… Ter Cristo é melhor que toda a riqueza, prosperidade e saúde que existe do mundo. Se Cristo é real para nós, será mais precioso que saúde, dinheiro, e a própria vida… Se não for assim, então o cristianismo não serve para você!”, ressaltou ele ao dissertar sobre o texto de 2 Coríntios 6.
Suas dezenas de livros já foram traduzidos em diferentes línguas e sua solidez teológica e integridade fazem dele um dos mais influentes pastores da atualidade. Ele, a esposa Noel, e sua filha de 17 anos, Talitha, a mais jovem dos seus cinco filhos, irão morar no Tennessee, onde ele de dedicará somente à escrita. 
Com informações de Christian Post,  Charisma News e Gospel Prime.