DEFESA DA FE.


sábado, 3 de abril de 2010

Três milagres por R$ 1.000,00 - mais uma de Malafaia e Murdock .

Três milagres por R$ 1.000,00 - mais uma de Malafaia e Murdock

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Clique aqui para assistir o programa.

Mais uma vez fomos atacados violentamente em uma tentativa de espoliação de nosso dinheiro. Mais uma vez Malafaia e seus pares adentraram em nossos lares com promessas não verdadeiras atrás de nosso dinheiro. Tal ataque já tinha sido anunciado há algumas semanas. Malafaia avisou que faria isso quando anunciou que o Sr. M. Murdock participaria de seu programa e para nossa angústia esse programa será reprisado algumas vezes. Como sempre fazem tais vendilhões do templo gospel adentram nossos lares com afirmações de novas revelações por parte do Espírito Santo. Não possuem base bíblica para tais afirmações daí apelarem para novas revelações. Calvino já nos advertia contra tais novas revelações já em 1540 aproximadamente. Lutero disse: “Fiz uma aliança com Deus: que Ele não me mande visões, nem sonhos, nem mesmo anjos. Estou satisfeito com o dom das Escrituras Sagradas, que me dão instrução abundante e tudo o que preciso conhecer tanto para esta vida quanto para o que há de vir.”

Em agosto de 2009 M. Cerullo veio a este programa e tentou nos convencer a doarmos R$900,00 e assim seria liberada sobre nós uma unção financeira ilimitada até dezembro de 2009. Agora M. Murdock se apresenta tentando nos convencer que se doarmos R$ 1.000,00 três milagres serão liberados em nossas vidas.

Gostaria de comentar algumas aberrações ditas neste programa de 03/04/2010:

1 – A reação a um profeta do Senhor é proporcional à reação de Deus para com o homem.

Em primeiro lugar M. Murdock se coloca na posição e condição de profeta de Deus. Como se tivesse um chamado para ser profeta no Séc. XXI. Esse tipo de afirmação tentar respaldar suas falas e afirmações. Quem é competente para questionar um profeta? Nesta base tais pessoas se valem de uma autoridade auto proclamada e auto assumida e querem empurrar isso goela abaixo para a igreja. A afirmação feita por Murdock é descabida e indutiva. Isso leva o povo a crer que está obedecendo a Deus diretamente. Isso não é e nunca será verdade.

Esse tipo de pensamento e ensinamento coloca Deus como um ser desprovido de soberania, pois, fica aguardando o homem fazer para depois Ele fazer. A Bíblia nos diz que: “Agindo Deus quem impedirá?” Na Bíblia sempre a iniciativa é de Deus. Deus não reage ao homem. Deus age em relação ao homem e o homem reage à ação de Deus.

2 – Murdock disse que seu novo livro está cheio de novas revelações. Mais parece com o livro mágico do Pr. Uriel do movimento de Boston, que teve uma revelação do livro que o profeta comeu ou se não me engano de um dos livros do Apocalipse, onde um anjo falava diretamente com uma equipe de seu ministério dando o significado de tal livrinho. Tal livro do Pr. Uriel tinha tanto poder que quando alguém tocava nele caia em arrebatamento espiritual. Ao longo do programa do Malafaia, Murdock leu algumas das novas e profundas revelações que recebeu. Mais parece conto da carochinha. Tentou demonstrar uma sabedoria espetacular, mas frontalmente contrária à Palavra de Deus. Ele disse algo parecido com isso: “se você tentar obter algo que Deus não lhe deu, Deus toma de volta o que lhe deu”. Deus, nesta forma de pensamento, mais parece um menino zangado que dá e porque foi decepcionado retira o que deu. Murdock cita Sansão como exemplo. Deus havia dado a ele o favor de Israel e Seu poder, mas Sansão quis Dalila, aí Deus retira o poder de Sansão. O texto nos fala do pecado de Sanção ao quebrar o voto do nazireado e nunca essa lei imposta por Murdock. Tudo para tal pregado são leis espirituais. Se forem praticadas tudo ire bem, mas se forem quebradas o mal será descarregado em nós. Mais parece com o livro o Segredo. Exatamente o mesmo princípio.

3 – Murdock disse: “A única coisa que cria o favor de Deus é a obediência”.

Nunca vi tanto besteirol como nessa afirmação. Se for favor, Graça então não é por atitude humana. O próprio termo favor ou Graça exclui a participação do homem, pois, Graça é o favor de Deus que nós não merecemos e nem fizemos por merecer. Mas para o grande sábio Murdock o favor de Deus é recebido quando obedecemos e acredito que assim diz para fortificar sua palavra que ele é profeta de Deus.

4 – Outra pérola: “Você deve semear a expectativa de uma semente”. Tal afirmação faz coro com o famigerado ensino do Dízimo Profético. Esse ensino diz que devemos dar o Dízimo Profético, ou seja, devemos dizimar a quantia que esperamos receber 10 vezes mais. Entrego o dízimo antecipadamente sobre a quantia que quero ganhar. Ensino profano e mundano. Chega às raias da obscenidade. A prova disso é que no final do programa Murdock pede para as pessoas ligarem e se comprometerem com a oferta mesmo que não tenham dinheiro. Pede para as pessoas se comprometerem que ofertarão assim que Deus lhes abençoar. Pede para que ofertem daquele dinheiro que está reservado para um carro novo, uma viagem ou mesmo uma imprevisibilidade na vida. No fundo ele pede que ofertem de qualquer maneira, ou seja, não quer saber de onde virá o dinheiro, ele que é o dinheiro. Acredito que centenas de pessoas contrairão empréstimos para ofertar. Muitos deixarão de realizar algo importante para suas famílias e ofertarão.

5 - Murdock orou para liberar três milagres sobre os contribuintes.

1º milagre – Salvação de todos os familiares de todos os contribuintes em 12 meses.

2º milagre – Deus restituirá 7 vezes mais tudo aquilo que o Satanás levou em 90 dias.

3º milagre – Alguém demonstrará favor financeiro para cada contribuinte.

Analisemos os 03 milagres prometidos:

1º milagre: Salvação de todos os familiares de todos os contribuintes em 12 meses.

Ninguém pode garantir a salvação de ninguém, pois, a salvação vem de Deus e é obra de Deus. Sabemos que nem todos os seres humanos serão salvos, pois, Deus tem os seus eleitos e somente os tais serão salvos. Tal afirmação caminha para o Universalismo, doutrina que ensina que todos serão salvos, pois, Cristo morreu por todos. Logo ninguém se perderá. Sendo assim tudo fica mais fácil, pois, basta esperarmos para vê-los salvos. A salvação exige a responsabilidade do homem e está nunca será deixada de lado. O homem precisa responder ao sacrifício de Cristo e isso ele somente o faz quando é regenerado pela graça mediante a fé.

Agora, afirmar que porque alguém ofertou R$ 1.000,00 no ministério X salvação chegará a toda sua família no prazo de 12 meses é algo estranho à Bíblia e mentiroso. É um engodo dos mais terríveis. Salvação nunca foi e nunca será vinculada a oferta financeira, mas somente à Graça de Deus. Por isso, os reformadores cunharam uma das máximas da Reforma: SOLA GRATIA.

Está é a mesma mentira proclamada por M. Cerullo em agosto de 2009 no mesmo programa. Naquela ocasião quem desse uma oferta de R$ 900,00 receberia salvação em sua família. Nesse ponto Malafaia é coerente, pois, só trouxe ao Brasil profetas da mesma extirpe. Todos proclamando as mesmas asneiras.

2º milagres: Deus restituirá 7 vezes mais tudo aquilo que o Satanás levou em 90 dias.

Quem é M. Murdock para afirmar o que Deus fará em 90 dias? Será que é tão intimo de Deus a ponto de saber tais segredos da Divindade? Pense um pouco: Por que não 70 vezes mais? Por que não 700 vezes mais? Para quem pensa tão grande como Murdock 7 constitui-se em um número muito pequeno, não acha?

Tal afirmação de Murdock deixa Deus à mercê do Diabo. Como se Satanás fizesse o que bem entende sem prestar satisfação para ninguém. Não entendo essa mania ou ensino idiota de atribuir nossos fracassos a Satanás. Tudo o que deu errado foi o Diabo. Isso tira a responsabilidade do homem e transfere para o mundo espiritual. Ai vem alguém especial e promete que por R$ 1.000,00 que tudo voltará 7 vezes mais. Acho engraçado isso, pois, a Bíblia nos diz que Deus retribuiu a Jó 2 vezes. Muito esquisito isso!

Agora fica a pergunta: O que foi que Satanás levou? Ou o que foi perdi por causa dos meus pecados e erros de avaliação? Ou onde entra nisso tudo a Soberania de Deus?

3º - Alguém demonstrará favor financeiro para cada contribuinte.

Parece-me que alguém aparecerá do nada e dará dinheiro e resolverá todos os problemas instantaneamente. Que coisa ridícula e descabida.

O que achei mais lindo nisso tudo foi a garantia que o ofertante receberia um exemplar do novo livro de M. Murdock e um belíssimo certificado de participante do seleto grupo que quer ganhar um milhão de almas. Algo subsidiado por princípios de marketing. Acredito que centenas e cristãos colocarão o tal certificado em seus escritórios, salas de jantar ou mesmo nas cabeceiras de suas camas e se sentirão realizados e orgulhosos do que fizeram. Que pena!

Terminando Mudorck profetizou que Deus estava revelando a ele que havia uma pessoa que estava precisando de um milagre financeiro, pois, tal pessoa passa por grande crise, então deveria plantar uma semente dos seus negócios, ou seja, dizimar sobre valores arrecadados em sua empresa. Que profecia esdrúxula! Que profecia caquética! Que profetada! Observe a afirmação: Existe uma pessoa que está passando por sérios problemas... Fiquei a me perguntar: Qual pessoa? Quantos entenderão que a tal profecia diz respeito a eles? Acredito que milhares. Não houve nome de ninguém. Não houve indicação dos negócios desta pessoa. Nada específico, somente o geral. Isso contraria a Palavra de Deus que nos diz que quando o Espírito Santo falou Ananias sobre Paulo, Ele disse quem era a pessoa, como se encontrava, na casa de quem se encontrava e o nome da rua onde tal casa se localizava. Isso é profecia. Inquestionável. Ágabo profetizou utilizando o cinto de Paulo, ou seja, identificou a pessoa e mostrou o que aconteceria e Paulo recebeu tal profecia, creu nela e não se intimidou ou abalou diante dela, mas confiantemente disse que estava pronto não somente a viver, mas também a morrer por Cristo.

Logo depois o grande profeta Murdock profetizou que Deus levaria ao sucesso 12 pessoas e que era para que tais pessoas ofertassem os R$ 1.000,00. Embasou o número 12 nos números dos 12 apóstolos, nas 12 tribos de Israel e nas 12 portas da Nova Jesuralém. Estas 12 pessoas deveriam oferta 12 sementes de R$ 1.000,00 durante os próximos 12 meses. Estas 12 pessoas são sementes extras. São 12 negócios que terão favor sobrenatural de Deus.

JÁ VIMOS ESTE FILME EM AGOSTO DE 2009. CERULLO EMBASOU ASSIM SEUS R$900,00 ASSIM: O PORQUE DOS R$ 900,00 É POR ESTARMOS EM 2009 E NOVE É NÚMERO DE COMPLETUDE. 2008 ERA O ANO DE DO INÍCIO E 2009 ANO DE SER COMPLETO.

No final do apelo Murdoch disse assim: “Quanto mais rápido a semente entrar no solo, mais rápido você verá o seu crescimento.

Lembrou o grande enviado Papa Leão X Johann Tetzel. Padre dominicano que foi encarregado pelo papa para vender indulgências na Alemanha no tempo de Lutero. Tetzel tinha uma máxima: “Tão logo a moeda no cofre ressoa, a alma sai do purgatório.”

O que muito me estranha é não ver nenhum tipo de censura por da denominação pertencente tais pastores. Que pena!O que me estranha também é não existir ninguém com penetração na mídia para questionar essas coisas. Mesmo as denominações tidas como históricas têm se calado concordando assim com essa orgia gospel.

Creio que ainda restam os 7000 que não dobraram seus joelhos a Baal.

Soli Deo Glória
Pr. Luiz Fernando R. de Souza
Fonte: [ Ministério Força para viver ]
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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Uma igreja baseada nas Escrituras, para o bem do Reino de Deus

Uma igreja baseada nas Escrituras, para o bem do Reino de Deus

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Igreja cristã que se baseia na Bíblia Sagrada idealmente teria que ser uma igreja saudável! Você pode questionar:

Mas as igrejas cristãs baseadas na Palavra de Deus, não são sempre saudáveis? Eu responderia: Depende. E você: Mas, como assim ?

Depende, pelo fato de que o elemento humano constituinte da igreja, todos nós portanto, nem sempre estarmos inteiramente apegados ao que dizem as Escrituras e introjetarmos ideias próprias ao texto sagrado. Uma questão de interpretação, portanto. Veja o exemplo dos proponentes do Movimento de Batalha Espiritual. É muito óbvio para todo crente que lê sua Bíblia e compara com sua experiência diária de vida, que estamos de fato envolvidos em uma luta contra os principados e potestades que nos fala Paulo em Efésios 6. Mas os defensores ferrenhos daquele movimento, teimam em interpretar erroneamente várias passagens bíblicas, trazendo a questão para um terreno inteiramente místico e desprovido do equílíbrio que se faz necessário. Vamos a alguns exemplos.

Veja sobre a questão da famigerada doutrina da maldição hereditária. Distorcem, por exemplo, o texto de Êxodo 20 sem nenhum pudor. Esta passagem inteiramente se coaduna com a nação de Israel e à idolatria, nada falando portanto sobre “espíritos” de pornografia, adultério, alcoolismo e outros imagináveis. E este é um grande erro porque fazem com que o texto fale o que não está absolutamente dizendo. Claramente se vê neste e em outros textos que o que prevalece, são ideias realmente preconcebidas, achegam-se ao texto com uma ideologia pronta e enxergam na Palavra de Deus o que ela não está dizendo de forma alguma.

Outro exemplo gritante refere-se ao legalismo de usos e costumes. Igrejas há que defendem com muito ardor suas ideias neste campo. Santidade para eles é uma questão de fazer ou deixar de fazer alguma coisa. Ou então, refere-se a aspectos exteriores tão somente. Fala-se em alguns destes ministérios sobre o chamado “espírito de Jezabel” (?!?!) que seria o espírito inspirador das “vaidades” nas irmãs. Mais um erro de interpretação. Jezabel foi uma rainha pagã má, casada com o rei Acabe de Israel que, como qualquer outra mulher, gostava de produzir-se e fez isto pela última vez quando Jeú foi ao seu encontro (2 Re 9.30). Nada no texto há de condenatório, da parte de Deus, pelo fato de ela ter pintado-se em volta dos olhos e ter enfeitado sua cabeça. Aliás, em uma passagem notável que deita por terra as doutrinas legalistas de que a mulher cristã não pode usar jóias ou enfeites, Ezequiel 16.1-14, mostra o próprio Deus como o sujeito da ação, nos versos 11 a 13 a dar a Israel, concebida na figura de uma formosa mulher, adornos, braceletes, colar, pendente, brincos, tudo de ouro e prata, além de vestidos de linho fino e de seda. Tudo da mais alta qualidade. Ainda sobre o “espírito” de Jezabel (que na verdade tornou-se um jargão usado por crentes legalistas) não encontra-se na passagem de 2 Reis e nem em Ap 2.20 na carta à igreja em Tiatira, onde uma certa mulher por nome Jezabel é mencionada, e nem em nenhum outro lugar na Bíblia, a existência de um espírito, um demônio, por nome Jezabel que seria o mentor das “vaidades” nas crentes em Jesus.

A prosperidade na vida do crente, é outro exemplo que queríamos abordar. Igrejas há que enfatizam com grande audácia que o seguidor de Cristo deve ser “cabeça” e não “cauda”. Ele é filho de Deus, herdeiro do Reino e portanto, deve dominar sobre tudo. “Tomar posse” é a palavra de ordem. “Determinar” também porque temos autoridade e tudo deve estar-nos sujeitos, pensam. A Teologia da Properidade viola regras básicas da exegese e hermenêutica bíbica. Enfatizam sobremaneira o fator monetário e afirmam com todas as letras que ser dizimista e ofertante é ser abençoado. De fato, cremos que há uma benção de Deus sobre o crente que, numa atitude de gratidão ao Senhor e amor ao Reino, dizima e oferta fielmente, mas isto numa atitude repito, voluntária e com amor e liberalidade (2Co caps. 8 e 9). Sem forçar a barra.

Outra área em que a Igreja deve basear-se inteiramente no que diz a Bíblia e não nas elucubrações humanas é no que tange aos relacionamentos entre os membros do Corpo de Cristo. 1 Coríntios 12 é uma passagem que mostra a mutualidade que deve haver entre os membros da Igreja. Esta reciprocidade nos relacionamentos nem sempre acontece nas igrejas por causa de uma visão de valorização extrema da grande reunião, da multidão, onde não se pode cultivar a amizade e a real comunhão entre os crentes. Muitas vezes, isto não é exemplificado pelos pastores e/ou obreiros que parecem fazer questão de manter uma relativa distância dos membros, das ovelhas, não visitando-as, não procurando-as e muito menos, não estimulando-as a manterem comunhão uns com os outros. Necessário se faz que os crentes aprendam a relacionar-se (1 Co 12.26). Isto é inteiramente bíblico, ou seja, é a vontade de Deus para a Igreja.

Muitos outros exemplos poderiam ser arrolados, mas estes foram trazidos à baila na expectativa de suscitar uma reflexão em você, leitor. Uma Igreja cristã pode estar com a Bíblia aberta em seu púlpito e mesmo assim não basear sua prática no que realmente está escrito, por falhas na interpretação. E a pregação do Evangelho, a expansão do Reino de Deus entre os homens deixa a desejar, para não dizer sobre a baixa qualidade de vida cristã que se vivencia em muitas destas denominações.

No final, o que realmente importará é se seguimos de fato o que ensina a Bíblia ou se preferimos a Bíblia misturada com ensinamentos humanos que podem ser discernidos e evitados pelo próprio estudo da Palavra sob a orientação do Espírito Santo, conforme as palavras do Senhor Jesus: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”; “Mas, quando vier aquele, o Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir” (Jo 14.26; 16.13).

A Igreja pode e deve ser saudavelmente bíblica, pense nisto!
Fonte: [ Observatório Teológico ]

terça-feira, 30 de março de 2010

O Duro Amor de Lutero

O Duro Amor de Lutero








Todos nós precisamos de um Martinho Lutero em nossa vida de vez em quando - um amigo que não tem medo de permanecer sobre as promessas do evangelho e esfregar na nossa cara as verdades do evangelho quando preferimos chafurdar na auto piedade.

Aqui vai parte de uma carta de Lutero a seu amigo Filipe Melachnton (27 de junho de 1530):

“Essas grandes preocupações pelas quais você diz estar sendo consumido, eu as odeio veementemente; elas dominam o seu coração, não por conta a grandeza da causa, mas em razão da grandeza da sua incredulidade...

Se a nossa causa é grandiosa, o Seu autor e campeão é grandioso também, pois não é nossa causa. Por que você está, então, sempre atormentando a si mesmo?


Se a nossa causa é falsa, vamos desistir, mas se é verdadeira, por que devemos fazer dele um mentiroso quando nos ordena manter um coração despreocupado?


Lança o teu fardo sobre o Senhor, diz Ele. O Senhor está perto de todos os que o invocam com o coração partido. Será que ele falar em vão ou a animais?...


Que bem você pode produzir com a sua vã ansiedade?


O que o diabo pode fazer mais do que nos matar? E depois disso?


Peço a você, tão combativo em todas as outras coisas, lute contra si mesmo, o seu pior inimigo, que fornecerá a Satanás armas contra você mesmo...


Oro por você sinceramente, e estou profundamente angustiado por você continuar sorvendo preocupações como uma sanguessuga e tornando, assim, as minhas orações vãs.


Cristo sabe se é estupidez ou a bravura, mas não estou muito preocupado, na verdade uma coragem maior do que eu esperava.


O Deus que é capaz de ressuscitar os mortos também é capaz de defender uma causa cambaleante, ou levantar um caído e torná-lo forte.


Se não somos instrumentos dignos de realizar Seu propósito, ele encontrará outros.


Se não somos fortalecidos por Suas promessas, a quem mais, em todo o mundo, podem elas pertencer?


Mas dizer mais alguma coisa, seria chover no molhado."


FONTE:Reforma & Razão

segunda-feira, 29 de março de 2010

Art Katz - E eles O crucificaram

A Nova e a Velha Cruz

Meditação – 10 motivos e 10 métodos

Meditação – 10 motivos e 10 métodos

Dez motivos para a meditação

Eis dez razões por que você deveria fazer da meditação na Escritura parte da sua vida cristã.

1. A meditação detém o pecado
Se guardarmos a Palavra de Deus no coração ela deterá o pecado na sua raiz (Sl 119.11).

2. A meditação dá início ao bem
A meditação acerca de mandamentos e exortações práticas da Bíblia lembra-nos os nossos deveres cristãos. Aquilo em que pensamos é o que finalmente fazemos (Pv 23.7).

3. A meditação guia e renova a oração
A meditação nos versículos da Escritura abre novos tópicos e áreas para a oração.

4. A meditação faz da falta de sono uma bênção
O salmista transformou a horas “perdidas” da insônia num banquete que sacia a alma (Sl 63.5-6).

5. A meditação não desperdiça tempo
É mais proveitosa do que, digamos, assistir tevê, e fará você mais feliz (Sl 1.1-3).

6. A meditação lhe deixa pronto para testemunhar
Ao enchermos o coração com Deus e sua Palavra estaremos mais bem preparados para responder a todos que pedirem a razão da esperança que há em nós (1Pe 3.15).

7. A meditação auxilia na sua comunhão com outros
Você pode edificar outras pessoas na comunhão com elas, podendo sugerir um versículo para discussão e apresentar algumas ideias a respeito dele.

8. A meditação aumenta a comunhão com Deus
Deus encontra-se com o seu povo mediante as Escrituras. Quem nunca medita na Escritura jamais se encontrará com Deus e caminhará com ele.

9. A meditação revive a vida espiritual
“Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz” (Rm 8.6).

10. A meditação tem ainda muitos precedentes e exemplos bíblicos (Sl 19.14; 39.3; 77.12)
“Seja-lhe agradável a minha meditação; eu me alegrarei no SENHOR” (Sl 104.34)

Dez Métodos de meditação

1. Limite-se
— Para começar a praticar a meditação, separe não mais do que cinco ou dez minutos
— Comece com um único versículo ou parte de um versículo

2. Varie
— Em alguns dias, escolha um versículo teológico; em outros, um texto prático ou devocional

3. Escreva
— Escreva o texto num cartão pequeno
— Coloque-o num lugar onde possa acessá-lo regularmente (carteira ou bolso?)

4. Memorize
— Memorize o texto em blocos de duas ou três palavras
— Diga-o em voz alta
— Defina momentos específicos ao longo do dia para relembrar o versículo (café/refeições)

5. Mantenha o foco
— Identifique as palavras-chave e procure-as num dicionário (português ou Bíblia)
— Substitua algumas palavras por significados paralelos ou mesmo opostos

6. Questione
— Pergunte ao versículo (quem, o quê, onde, quando, por quê, como?)

7. Explique
— Como você explicaria o versículo a uma criança ou a alguém sem formação cristã

8. Ore
— Use o versículo ao orar (adoração, confissão, graças, súplicas)

9. Revise
— Guarde os cartões e todo domingo releia-os e teste sua memória acerca deles

10. Pratique
— Que não seja apenas um exercício intelectual, mas que leve à prática (creia, arrependa-se, tenha esperança, ame, etc.)



Autor: Dr. David Murray
Fonte: Head Heart Hand