DEFESA DA FE.


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Teologia gay: o crime hermenêutico




Se “teologia gay” for uma expressão aceitável e coerente com o evangelho, devemos nos perguntar se logo não teremos “teologia zoofílica” ou “teologia incestuosa” ou “teologia pedófila” e até “teologia necrofílica”. Desenvolver uma teologia cristã apoiada em uma prática sexual condenada pela Bíblia é mais que um paradoxo, é uma blasfêmia, uma loucura intelectual, um disparate.

A idéia de um “cristão gay” não passa de um contrassenso. E isso não é fruto de preconceito, mas de preceito bíblico. Ninguém pode ser cristão e praticar algo condenado para um cristão. Um cristão não está isento de cometer algum pecado devido à fraqueza humana, mas justapor esse pecado como título ao seu título de cristão é pior do que relativizar o pecado. É mais do que justificá-lo. É querer mudar a natureza do próprio pecado, chamando o sujo de limpo, o indecente de santo, a imundície em pureza. É justificar a atitude condenada em Isaías 5.20. Adicionar “gay” ao título cristão, não cristianiza o homossexualismo. Homossexualiza o cristianismo. O que equivale dizer que o anula. E por quê?

Porque a Bíblia condena taxativamente a prática homossexual, apesar de contestações recentes. Alguns grupos têm afirmado que as Escrituras não condenam o homossexualismo. Pelo contrário, eles apontam trechos que na verdade representariam um estímulo e uma apologia de tal prática. Alguns desses grupos se intitulam cristãos, outros não, mas ambos procuram reinterpretar a Bíblia de modo a torná-la favorável a eles.

Ao tomar essa atitude, esses grupos estão na verdade reconhecendo a autoridade da Bíblia. Se eles estão preocupados com o sentido correto do texto bíblico é porque de alguma forma admitem sua autoridade. Sendo assim são obrigados a sujeitar-se ao que ela realmente diz, caso lhes seja provado. Os homossexuais que rejeitam o valor moral, divino ou espiritual da Bíblia estão isentos dessa sujeição. A verdade, porém, é que até mesmo Luiz Mott, líder do grupo gay da Bahia, escreveu textos onde procurou “ensinar o verdadeiro sentido” dos textos sagrados, como se sua prática homossexual o torna-se um mestre de hermenêutica bíblica.

O fato é que ninguém precisa de grande capacidade intelectual para perceber que Romanos 1.26, 27. Só vai precisar de grande capacidade intelectual se quiser se utilizar de sofismas e distorções com a finalidade de negar o óbvio — Deus condena a prática homossexual.

Malabarismos hermenêuticos

Os homossexuais “cristãos” e simpatizantes geralmente trabalham de duas formas com a Bíblia.

Primeiramente tentam distorcer, minimizar ou dar um sentido completamente diferente para aqueles textos que evidentemente condenam a prática homossexual. Existem diversas passagens, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Algumas são diretas, enquanto outras condenam apenas por inferência. O movimento homossexual procura dar-lhes um sentido completamente diferente de modo que não se oponham a eles. O artigo da Wikipédia intitulado “A homossexualidade e a Bíblia” mostra claramente a falácia na qual se apoiam para distorcer os textos bíblicos:

"Dentre os cristãos, o protestantismo tem como um de seus principais princípios a interpretação privada ou juízo privado dos textos bíblicos, fruto da Reforma Protestante, quando Lutero, em outubro de 1520, enviou seu escrito “A Liberdade de um Cristão” ao Papa, acrescentando a frase significativa “Eu não me submeto a leis ao interpretar a palavra de Deus”. Isso posteriormente acabou originando o direito fundamental de liberdade religiosa, bem como a própria ideia de democracia, ao consagrar a ideia de horizontalidade dos fieis protestantes, ao contrário da verticalidade do catolicismo, cuja última opinião em matéria de interpretação bíblica pertence ao Papa. No protestantismo, a opinião de cada um dos fiéis em matéria de interpretação bíblica tem o mesmo peso."

Há um ponto que precisa ficar claro, tanto para homossexuais como para qualquer outro grupo. A liberdade de interpretação das Escrituras, defendida por Lutero e pelo Protestantismo não significa pluralidade de significados. Significa apenas liberdade de consciência. Diferente do que acontecia no catolicismo, o intérprete é livre para buscar o sentido verdadeiro ao invés de se sujeitar a um sentido imposto de cima. Não significa que qualquer entendimento seja verdadeiro. Pelo contrário. A responsabilidade é do indivíduo de procurar e encontrar o sentido correto.

A Confissão de Westminster esclarece esse ponto em seu capítulo sobre as Sagradas Escrituras:

1.9. A regra infalível de interpretação das Escrituras é as próprias Escrituras; portanto, quando houver questão sobre o verdadeiro e pleno sentido de qualquer texto das Escrituras (sentido que não é múltiplo, mas único), esse texto pode ser estudado e compreendido por outros textos que falem mais claramente. [O grifo é nosso]

O Protestantismo apenas aprendeu a respeitar a opinião divergente. De modo algum relativizou os sentidos. Aplicando tal regra aos textos bíblicos relacionados ao homossexualismo não há dois sentidos. Ou eles o condenam ou não o condenam tal prática e isso independe da opinião de cada um. Quando aplicamos a regra proposta na Confissão de Westminster, comparando as diversas passagens, vemos que a Bíblia é unânime em condenar o homossexualismo. Não existe a mínima possibilidade de que não o faça. Ou o homossexual abandona a prática ou abandona a Bíblia. Elas são irreconciliáveis.

O segundo conjunto de textos são aqueles com os quais os homossexuais tentam justificar suas práticas. Enxergam sexo onde só existe amizade sincera e profunda. Davi e Jônatas, Noemi e Ruth e mesmo passagens como o capítulo quatro do livro de Eclesiastes são usadas para se fazer apologia àquilo que a Bíblia condena como sodomia.

A verdade é que esses grupos pretendem fazer com que a Bíblia esteja de acordo com seus pecados. Preferem mudar a Palavra de Deus a mudar a si próprios. Só não percebem que essa atitude, longe de livrá-los da condenação divina, acrescenta-lhes ainda a culpa de distorcer a verdade. Quando analisamos sua abordagem de tais textos, facilmente percebemos que eles não são sinceros em sua interpretação, que eles estão querendo apenas justificar o injustificável. Só homossexuais enxergam homossexualidade onde existe apenas amizade.

Essa é a grande perversão do homossexualismo. Ele transforma amizades puras e belas em atos sexuais reprováveis. Iguala homossexualismo à homoafetividade, em uma distorção semântica diabólica, onde bom e belo se igualam ao mau e ao abominável.

Está na hora dos homossexuais, sejam eles “cristãos ou não”, pararem de querer manipular as Escrituras para se ajustar às suas tendências corrompidas e começar a obedecê-las. Só então poderão desfrutas das bênçãos de Deus.

Fonte: Julio Severo

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Murdock e Malafaia vendendo novamente bênçãos a R$ 1.000,00


 


Conforme anunciado por semanas, Malafaia colocou no ar a pregação do “Dr.” Mike Murdock. Como sempre, mais do mesmo:


- uma pregação que enfatiza a auto-ajuda gospel;
- ameaças a quem vai contra a “autoridade”, no caso o Malafaia;
- promessas de 3 bênçãos (desta vez uma “visitação extraordinária do Espírito Santo nas próximas horas”, “cura de todas as doenças” e “dinheiro, dinheiro e mais dinheiro”) para quem tiver fé suficiente para ofertar R$ 1.000,00 para o Malafaia;
- uma bênção especial (dobrar o seu negócio) para os empresários de maior poder de fogo financeiro e que podem, por isso, ofertar R$ 12.000,00;
- possibilidade de parcelar a oferta;
- ameaças de “rebeldia” a quem não ofertar imediatamente;
- possibilidade do ofertante ganhar um livro inteiramente “grátis”.

O Murdock, tentando “espiritualizar” o negócio gospel fez algumas orações, inclusive repreendendo as doenças. Porém, o cerne da sua pregação foi o livro “O Desígnio”, usado como base de toda a sua pregação, e qualificado, pelo próprio pregador, como “poderoso”, “não há nada igual no mundo”, “inacreditável enciclopédia” (nem o tradutor teve coragem de traduzir literalmente, então traduziu só como enciclopédia), “não é possível viver sem ela (a ‘enciclopédia’)”, quem a tiver “nunca mais terá noites sem sono” e não deverá nunca mais ficar longe do tal livro, que deve ser ensinado aos filhos, à família e aos amigos, pois tem grandes poderes para mudar a vida de quem o lê e o segue.

Enfim, a dupla mercenareja Murdock e Malafaia descobriu um livro melhor do que a Bíblia, que durante toda a pregação ficou relegada à mesa de centro.

O mais triste de tudo é que tal pregação foi feita no programa de um pastor que se gaba de ter mais de 30 anos de ministério, e que possui uma editora que vende várias versões da Bíblia. Será que ele nunca leu e entendeu pelo menos uma das versões que ele mesmo vende?

Humanamente falando, parece muita burrice gospel. Mas não é tão simples assim.

“Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.” – 2 Timóteo 4:1-5

Ninguém mais quer ouvir a Sã Doutrina, nem mesmo o Malafaia. Se ele a ouvisse, teria que abrir mão das suas riquezas e reparti-las entre os pobres. Não precisaria ficar pobre, mas não ficaria tão milionário como hoje. Mas quem, depois que sentiu o gostinho do dinheiro, deseja se desfazer (mesmo que de uma parte) para fazer a vontade de Deus?

Veja, no link “Série Desafio do Malafaia“, o relato das pregações de Murdock e Morris Cerullo desde 2009, quando começaram a ser convidados pelo Silas Malafaia. A fórmula é sempre igual: 3 bênçãos especiais para quem dá a grande oferta pedida. Das 3 bênçãos, 2 costumam ser diferentes em cada pregação, mas uma é sempre a mesma: promessa de grandes ganhos financeiros. Por favor, confira você mesmo e me diga: em qual passagem bíblica Jesus nos chama a ser ricos?

O contrário, porém, é fácil de achar. Vemos Jesus dizendo ao pobre rico para dar tudo aos pobres e segui-Lo; vemos Zaqueu, arrependido de seus feitos, dizendo a Jesus que daria metade de seus bens aos pobres e restituiria quatro vezes mais a quem roubou; vemos Jesus sendo descrito como Aquele que, de tão “rico” que era, não tinha nem uma pedra onde recostar a cabeça, fora que nasceu numa manjedoura de animais (não deveria, como exemplo da “riqueza” de Deus, ter nascido num palácio?); no monte, Jesus fez seu mais famoso sermão, onde chama de bem-aventurados, de felizes, os pobres, os aflitos, os injustiçados. Nesse sermão, onde Jesus chama de bem-aventurados os que buscam as riquezas materiais?

Essas coisas e muitas outras mais estão nas Bíblias que são editadas pela empresa do Silas Malafaia, mas como previsto pelo apóstolo (de verdade) Paulo, “virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas”.

Esse tempo previsto pelo Apóstolo Paulo chegou. Por isso, segundo suas próprias instruções: “Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina.”

E mais: “sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.”

Exortar figuras que se acham tão ricas e importantes, como é o caso do Malafaia, traz muitas aflições para o verdadeiro cristão. Mas esse ministério precisa ser cumprido, custe o que custar, pois Jesus está às portas.

Abaixo o vídeo com trechos da pregação. É de fazer chorar aqueles que verdadeiramente seguem a Cristo.

 
Voltemos ao Evangelho puro e simples,
O $how tem que parar!

Fonte:https://estrangeira.wordpress.com/2013/01/06/murdock-e-malafaia-vendendo-novamente-bencaos-a-r-1-00000/

domingo, 6 de janeiro de 2013

Pastores pedem heroína evangélica à Globo


Nos próximos dias, o coordenador dos projetos especiais da Globo, Amauri Soares, vai almoçar com o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo.

Entre prato principal e sobremesa, o executivo e o religioso, que está à frente de 125 igrejas com cerca de 40 mil fieis no país, discutirão interesses comuns entre emissora e evangélicos. 

Até o fim de janeiro, Soares também se reunirá com o bispo Robson Rodovalho, da igreja Sara Nossa Terra, que tem 35 templos no país e já atraiu para o seu rebanho familiares do apresentador Silvio Santos. 

Os encontros com os líderes evangélicos seguem uma agenda que teve início em 12 de novembro passado, quando Soares recebeu 17 deles no Projac, os estúdios do canal no Rio. 

Durante horas, os religiosos acompanharam gravações e negociaram apoio e cobertura para a Marcha para Jesus, o Dia do Evangélico e o Dia da Bíblia. 

Por sua vez, os líderes prometem apoiar o Festival Promessas, que a Globo criou em 2011 para divulgar a música gospel. A emissora confirma os encontros mas não comenta detalhes das conversas. 

"Nos últimos cinco anos, a Globo se aproximou desse público porque tem lhe conferido não somente peso de formação de opinião, mas também de mercado consumidor", explica Karina Bellotti, doutora da Unicamp que estuda mídia e religião. 

Para ela, "é importante destacar que a bancada evangélica cresceu no Congresso, assim como o poder aquisitivo de muitos evangélicos que ocupavam a classe C". 

"Se você for colocar qualquer coisa aí [na reportagem], põe que não há nenhum acordo para nos proteger", ressalta o pastor Silas Malafaia. "Que cada pastor que pague a conta pela sua besteira." 

"A decisão [de abrir mais espaço para evangélicos] é deles", completa Rodovalho. 

MOCINHA EVANGÉLICA 

Para os dois, chegou a hora de a Globo quebrar o último grande tabu: investir em personagens evangélicos na teledramaturgia. Quiçá numa mocinha do horário nobre. 

No começo de 2012, a Folha questionou Octávio Florisbal, então diretor-geral da emissora, sobre o assunto. Ele desconversou.
De lá para cá, a Globo emplacou duas coadjuvantes evangélicas: Ivone (Kika Kalache), de "Cheias de Charme", e Dolores (Paula Burlamaqui), de "Avenida Brasil". 

Izabel de Oliveira, coautora de "Cheias de Charme", diz não ter recebido orientação para criar a personagem. 

No Projac, segundo a assessoria da Globo, os religiosos "manifestaram o interesse em falar sobre o perfil atual do evangélico brasileiro para autores e roteiristas". 

"A emissora considera a contribuição relevante, assim como as que recebe de vários segmentos da sociedade, inclusive de outras religiões", informou a Globo em nota. 

A palestra proposta pelos líderes, porém, não ocorreu. "O Amauri me explicou que a teledramaturgia é muito independente", diz Malafaia. 

Quatro autores procurados pela Folha se recusaram a falar sobre o tema. Silvio de Abreu foi exceção. "Sinto muito, nunca tratei de personagem religioso em nenhuma novela nem pretendo". 

Evangélicos veem mais holofote em outras religiões. Os casamentos em folhetins são geralmente católicos. Novelas espíritas são constantes. 

E, se há personagens evangélicos, "é crente, mas vagabundo. É pastor, mas safado", dispara Malafaia. 

Fotomontagem 

 
O ator Edson Celulari, imagem de televisão mostrando o bispo Sérgio Von Helder, a atriz Kika Kalache 


APERTO DE MÃO 

A cena de pastores no Projac seria inimaginável em 2008. Malafaia atacava: "Em 25 anos, vin-te e cin-co [pontua cada sílaba], lembro de apenas uma reportagem boa na Globo sobre evangélicos. E tem semana em que, todo dia, o 'Jornal Nacional' fala bem da Igreja Católica". 

Desde então, o pastor reduziu as farpas trocadas com a Globo. Afirma ter apertado a mão de João Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo, no fim de 2010, numa reunião "muito legal" no escritório dele, segundo o religioso. 

"Ninguém deu mais pau na Globo do que eu. Se um veículo nos denigre, você acha o quê? Disse isso pro João. Ele até riu", diz Malafaia. 

"No passado, éramos corpos estranhos, não tínhamos nenhum diálogo", afirma Rodovalho. Agora é diferente. "No Projac, Amauri falou bastante do slogan: 'A gente se vê por aqui'." Procurados, João Roberto Marinho e Amauri Soares não quiseram comentar os encontros.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1209756-pastores-pedem-heroina-evangelica-a-globo.shtml

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Os hipócritas são os mártires do diabo. - C. H. Spurgeon





Os inimigos de dentro da igreja são os que lhe causam o mais sério dano – ela sofre mais da parte desses assustadoramente presunçosos pecadores, os quais não estão satisfeitos em pecar no reino do Rei, mas precisam pecar no palácio do Rei, os quais ousam trazer sua imundícia até mesmo à Sua mesa, a poluindo.

Se qualquer um de vocês que são hipócritas esperam escapar, precisam habitar nas profundezas, de fato! Onde ficam os lugares profundos que podem oferecer refúgio aos fingidores religiosos? Onde se esconderão os mentirosos? Ó, hipócrita, talvez você tenha planejado o seu pecado tão astutamente que mesmo a sua esposa do seu regaço não o saiba: o seu ardil é tão admiravelmente astuto que você carrega duas faces e, ainda assim, nenhum Cristão veja além dessa sua máscara de Cristão. Ah, senhor, você é mais tolo do que eu considero se pensa que pode enganar a Deus. A sua própria consciência deve estar muito incomodada.

Os hipócritas são os mártires do diabo; eles suportam, por toda a vida, um martírio de apreensão e medo.

Eu já vi, quando era garoto, um malabarista na rua jogar para o alto meia dúzia de bolas ou facas, ou pratos, continuamente os recuperando e arremessando, e isso me parecia maravilhoso. Mas o malabarista religioso deixa os outros no chinelo. Ele tem que manter a cristianismo e o mundanismo ao mesmo tempo, e pegar dois grupos de bolas ao mesmo tempo. Ser um homem livre de Cristo e escravo do mundo ao mesmo tempo deve exigir excelente atuação. Algum desses dias você, Sr. Malabarista, vai deixar escorregar uma das bolas, e seu jogo estará terminado.

Um homem não consegue manter o ritmo e jogar o jogo tão espertamente o tempo todo; mais cedo ou mais tarde ele falha, e se torna um “assobio” e um “provérbio”, e se envergonha, se restar alguma vergonha nele.

Ó, “buscai profundezas para habitar, ó moradores de Dedã” (Jr 49.8), se vocês pensam em escapar do olho de Deus e do poder revelador da sua providência. Melhor seria vocês se exporem logo, e jogarem fora seu disfarce, e não mais serem enganadores. Lance fora sua duplicidade de mente. “Cessai de fazer mal; aprendei a fazer bem” (Isaías 1:16-17), pois é tempo de buscar ao Senhor, e Deus pode lhe conceder sua graça eficaz para que você faça isso de uma vez, antes que ele te condene ao mais profundo inferno.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Em defesa de uma Moralidade Legislada




Por Mark R. Rushdoony

"Não é apenas o anti-cristianismo de fora que é o nosso problema hoje; estamos também lutando contra o elemento anti-lei de Deus (antinomiano) que tem atacado o Reino de Deus dentro dos seus próprios portões."

Um dos mitos mais absurdos do nosso tempo é que “você não pode legislar moralidade”. Nada poderia estar mais longe da verdade. Toda lei é uma moralidade legislada.

Leis são promulgadas para proteger pessoas e propriedades ou para promover a saúde e a segurança. Leis dizem que algo é bom, então a sociedade a protegerá, ou que algo é mau, e portanto será regulado ou punido. Leis contra roubo e assassinato são declarações morais sobre o direito à propriedade privada e sobre a santidade da vida. Até mesmo um sinal de PARE é uma lei moral. Um sinal de PARE diz que você não tem o direito de arriscar a vida de outras pessoas por dirigir de maneira imprudente. Muito tem sido dito em anos recentes sobre aborto e atividades homosseuxais como passando de um pedido de aceitação para um status legal favorecido. Isso é verdadeiro e representa uma progressão lógica. Primeiro, o homossexualismo e o abordo foram exigidos como direitos, isto é, a moralidade como vista pela lei foi buscada e adquirida. Então, favores e proteções para o que a lei considera moral e digno de proteção têm sido progressivamente exigidos e concedidos. A exigência da liberação do casamento gay é baseada nos “direitos” concedidos pela decisão moral anterior.

Não podemos legislar pessoas morais, mas legislaremos moralidade. Leis contra roubo e assassinato nunca foram feitas para tornar alguém melhor, nem pretendem fazê-lo. Elas têm o intuito de dissuadir as pessoas imorais de um comportamento imoral por meio do medo da justiça. Nem parar num sinal de PARE faz você uma pessoa moral; o intuito não é torná-lo moral, mas fazer você dirigir de uma forma que proteja a vida e propriedade dos outros. Os magistrados, diz o apóstolo Paulo, devem ser um terror para os malfeitores; seu propósito é controlar as pessoas que querem fazer o que a lei diz ser errado.

A moralidade sobre a qual nossas leis são baseadas são sempre religiosas em natureza. A ética moral de um cristão será diferente daquela de um humanista, ou hindu, ou muçulmano. Quando mudamos de religão, nossa moralidade mudará e nossas leis eventualmente reflitirão isso. Temos visto uma mudança progressiva da fé e lei cristã para uma lei mais vigorosamente humanista em décadas recentes.

O inverso também é verdade. Quando mudamos nossa moralidade, estamos mudando nossas pressuposições religiosas, e nossa própria religião é mudada. Não é apenas o anti-cristianismo de fora que é o nosso problema hoje; estamos também lutando contra o elemento anti-lei de Deus (antinomiano) que tem atacado o Reino de Deus dentro dos seus próprios portões.

Todos cremos na lei, de forma que todos cremos em legislar moralidade. Eu creio na moralidade de Deus. Em qual moralidade você crê?

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- Sobre o autor: O Rev. Mark R. Rushdoony, filho do falecido R. J. Rushdoony, é o atual presidente da Chalcedon Foundation.
Tradução: Felipe Sabino – março de 2012. 
Fonte: Monergismo

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Phil Ryken – Como Pode Jesus Ser Tanto Homem Como Deus?


Um dos grandes mistérios do universo é a encarnação de Jesus Cristo. Sua completa, plena e verdadeira humanidade, mas também sua genuína e verdadeira deidade. E penso que de fato teríamos de ser Deus para entender como a natureza humana e a natureza divina são unidas na pessoa de Jesus Cristo. Mas é biblicamente claro que ambas as coisas são verdadeiras.

É óbvio a partir dos relatos nos evangelhos que Jesus era um homem de verdade. Ele ficou cansado, Ele precisou de comida, Ele sofreu as limitações físicas do corpo, e particularmente, Ele ofereceu Seu corpo em sacrifício, em uma morte sangrenta na cruz. É nítido que Jesus foi e é um verdadeiro ser humano, mas também é claro a partir do testemunho da Bíblia, e a partir do que Jesus disse a respeito de Si mesmo, que Ele também é verdadeiramente Deus que Ele alegou ser o mesmo Senhor Deus do Antigo Testamento, que Ele exigiu e mereceu ser adorado como Deus. E agora Ele foi exaltado pelo Deus Pai a um lugar de governo e domínio sobre todo o universo.

Crer em Jesus é de fato crer tanto em sua genuína humanidade quanto em sua plena e completa deidade. Ambas estas coisas são necessárias para nossa salvação. Nós precisamos de um Salvador que se tornou carne e osso. A Bíblia diz que para que Jesus pudesse salvar seus irmãos, Ele deveria se tornar como nós. E ainda assim, para que pudesse fornecer uma perfeita expiação por nossos pecados, um sacrifício infinitamente precioso, Ele também ofereceu o próprio sangue de Deus, pode-se dizer. Um sacrifício perfeito baseado em Sua deidade. E ambas estas coisas são necessárias para nossa salvação. Ambas são verdades bíblicas. É um grande mistério. Mas devemos crer no que diz a Bíblia sobre a deidade e a humanidade de Jesus Cristo.

Por Philip Ryken. Copyright © 2012 T The Gospel Coalition, Inc. All rights reserved. Original: How Can Jesus Be Both Man And God?
Tradução/fonte: Voltemos ao Evangelho

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Igreja Universal anuncia “Banho do Abre Caminhos” especial de ano novo, com água supostamente vinda do rio Jordão

Igreja Universal anuncia “Banho do Abre Caminhos” especial de ano novo, com água supostamente vinda do rio Jordão
A Igreja Universal anunciou que na próxima terça feira, 01 de janeiro, fará um trabalho em todos os cenáculos do Brasil oferecendo o “banho do abre caminhos”, distribuindo água que seria do rio Jordão a fim de abençoar o ano novo dos fiéis.
Durante o programa “Duelo dos Deuses”, o bispo Guaracy Santos, que se apresenta como especialista em paranormalidade, falou sobre rituais de ano novo feitos em cachoeiras e praias, afirmando que esse tipo de ritual faz com que a pessoa busque trevas, quando acha que está buscando luz.
Guaracy afirmou ainda que o banho que será distribuído nos templos da Universal é o mesmo que abriu os caminhos de Jesus para o seu ministério, preparando-o para fazer “um estrago no reino das trevas”. Afirmando que as águas do Jordão foram divisoras de histórias em vários momentos da Bíblia, o bispo diz que foi pessoalmente ao rio para trazer a água que será entregue na igreja.
Ele afirma ainda que esse banho vai lavar toda a nação brasileira da imundície espiritual.
A campanha da igreja foi questionada pelo blog Genizah, que citou o fato de que “o verdadeiro rio Jordão em Israel tem mais coliformes fecais do que uma fossa. Está super poluído em quase todo os seus trechos”, afirmando que não é possível que água utilizada pela Universal seja realmente do Jordão.
Assista na íntegra ao programa “Duelo dos Deuses” que fala do suposto banho:
  

Fonte: Genizah , Web Evangelista e Youtube .