No dia
31/10 os cristãos protestantes não devem promover o Halloween. Pelo
contrário, precisam rememorar o Dia da Reforma Protestante, um movimento
iniciado por Martinho Lutero (sem desabonar os pré-reformadores) no
início do século XVI. Foi neste dia, no ano de 1517, que o sacerdote
agostiniano afixou suas 95 teses
na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg protestando contra diversos
pontos da doutrina romana, propondo uma reforma no catolicismo.
"Amados, quando empregava toda diligência, em escrever-vos acerca da nossa comum salvação, foi que me senti obrigado a corresponder-me convosco, exortando-vos a batalhardes diligentemente pela fé que uma vez por todas foi entregue aos santos" (Jd 3)
DEFESA DA FE.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
4 Conselhos para quem deseja ter um blog/site cristão apologético

Por Ruy Marinho
Estes são alguns conselhos para quem almeja ter (e quem já tem) um blog Cristão na internet, principalmente de cunho apologético:
Antes de tudo, analise como está a sua vida cristã fazendo as seguintes perguntas: você conhece e pratica o que se propõe a defender? Você está aliançado em uma igreja local e sob discipulado? Se a resposta for não, nem abra um blog! Como você vai defender o evangelho sem ao menos, de fato, viver o cristianismo e ter comunhão com o corpo de Cristo? A centralidade bíblica sempre vai apontar para a aliança e comunhão com outros irmãos em Cristo. Se você anda sozinho, sua apologia se transformará em uma falácia contra o próprio evangelho! Resolva a sua vida eclesiástica primeiro para depois desenvolver algum trabalho produtivo para a obra de Deus.
Aprenda o que é apologética cristã, para que serve, para quem é direcionada, porque e como deve ser aplicada. Vejo que a realidade democrática e gratuita da internet possibilitou a abertura de alguns blogs onde seus autores não demonstraram este conhecimento básico, talvez pelo anseio de expressar suas mágoas contraídas de experiências eclesiásticas negativas e pela necessidade urgente de denunciar algum erro. Isto causou a negligência de alguns no aspecto ético e prático. É preciso ter muita responsabilidade com a Palavra de Deus, buscando a orientação e preparação adequada antes de qualquer atitude que envolva o evangelho, inclusive na internet.
Compreenda que a base fundamental e o objetivo final da apologética cristã é o evangelho. A apologética é uma ponte que conduz ao caminho do verdadeiro evangelho de Cristo. O objetivo da apologética é ser um agente facilitador para o evangelismo e/ou correção para as questões que ferem as doutrinas cristãs fundamentais, mostrando o caminho correto, com o comportamento correto e expondo a mensagem Bíblica correta. Como eu costumo analogicamente frisar: "A apologética cristã deve ser semelhante a criação de filhos: devemos repreender os erros e mostrar o caminho certo." Não adianta você repreender os erros doutrinários ou a incredulidade de um não-cristão sem apontar o caminho para o evangelho. Não se esqueça: a nossa obrigação é pregar a Palavra, mas o convencimento no coração de um pecador é obra exclusiva do Espírito Santo, segundo a vontade soberana de Deus.
Entenda que o amor cristão é a base de todo e qualquer serviço. A apologética cristã não tem sentido quando este amor não é exprimido em seus textos e ações. Não há espaço para sarcasmo, orgulho, ofensas e vaidades pessoais, mas sim para mansidão e temor, além da esperança de que Deus será glorificado através do arrependimento de quem recebe a mensagem apologética. Como você espera ser usado para trazer alguém para a fé cristã utilizando de tom agressivo e humilhante? A apologética não é um time de competição que visa a vitória nos argumentos para satisfazer vaidades pessoais, mas sim um facilitador para conduzir o pecador ao evangelho.
A ética cristã é consequência do amor transformador de Deus que é transbordado em nós através do Espírito Santo pelo conhecimento de Sua Palavra. É impossível desenvolver uma defesa do evangelho sem piedade. O Apóstolo Pedro foi categórico quanto a isto: "antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo" (1Pe 3:15-16, negrito meu). Note que uma vida em santidade e oração é fundamental, além do preparo adequado e um testemunho íntegro. Ter sabedoria para dialogar corretamente é um ponto importante para todo cristão: "Portai-vos com sabedoria para com os que estão de fora; aproveitai as oportunidades. A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um." (Cl 4:6; leia também Tiago 3), pois o espírito contencioso do orgulho não pode fazer parte do comportamento de um Cristão (Pv 13:10).
Prepare-se com afinco, dedicando-se exaustivamente aos estudos para adquirir maturidade e experiência teológica suficiente, ao ponto de fazer uma exposição bíblica coerente, correta e equilibrada. Procure ler bons livros de autores confiáveis (algumas indicações aqui). Faça cursos de capacitação teológica e se possível comece um seminário teológico.
A igreja brasileira passa por um período de várias ameaças liberais, tais como: o relativismo teológico, o teísmo aberto, a teologia da libertação, a teologia gay, a teologia feminista, o "evangelho progressista" e suas ideologias marxistas, o aborto, a liberação das drogas, o casamento gay, etc., além do neo-ateísmo, neopentecostalismo, das seitas e heresias clássicas e contemporâneas.
Portanto, é imprescindível preparar-se para defender a fé. "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade." (2Tm 2:15)
Basicamente é o que eu enxergo de forma resumida. Claro que os pontos apresentados podem e devem ser aprofundados.
A igreja brasileira passa por um período de várias ameaças liberais, tais como: o relativismo teológico, o teísmo aberto, a teologia da libertação, a teologia gay, a teologia feminista, o "evangelho progressista" e suas ideologias marxistas, o aborto, a liberação das drogas, o casamento gay, etc., além do neo-ateísmo, neopentecostalismo, das seitas e heresias clássicas e contemporâneas.
Portanto, é imprescindível preparar-se para defender a fé. "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade." (2Tm 2:15)
Basicamente é o que eu enxergo de forma resumida. Claro que os pontos apresentados podem e devem ser aprofundados.
Soli Deo Gloria!
Fonte: Bereianos
.
sábado, 27 de outubro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Darwin Explica Tudo? Mesmo...?
Assista a primeira palestra de Michael Behe no Mackenzie, "O Argumento
em Favor de Design Inteligente na Biologia," onde ele defende que a
complexidade dos organismos moleculares não podem ser obra de processos
naturais não-dirigidos, como postula a evolução Darwinista. O tradutor é
o Dr. Mauro Meister.
Michael Behe é autor da obra clássica contra a evolução darwinista intitulada "A Caixa Preta de Darwin," que apresenta sérios desafios ao conceito de que a complexidade dos organismo ocorreu por meio de acidentes genéticos acidentais, randômicos e sem direção definida.
Michael Behe é autor da obra clássica contra a evolução darwinista intitulada "A Caixa Preta de Darwin," que apresenta sérios desafios ao conceito de que a complexidade dos organismo ocorreu por meio de acidentes genéticos acidentais, randômicos e sem direção definida.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
A Letra Mata?
Deus existe? Quem é Deus? Onde Deus está? Para onde vou após a morte?
Existe céu? Existe inferno? Devo crer na Bíblia como Palavra de Deus?
Todos os cristãos que algum dia já se detiveram na reflexão destas
simples, mas inquietantes interrogações, experimentaram, ainda que
inconscientemente, momentos de meditações teológicas, pois a teologia é
uma matéria importante e inerente a todos os crentes que, de forma
inevitável, contemplam os mistérios da vida e as revelações divinas.
Neste sentido estrito, podemos afirmar que todos os membros das nossas
igrejas são teólogos, mesmo que ignorem ou até abdiquem desta condição.
Se mergulharmos ainda um pouco mais no assunto, e num sentido mais amplo
que o acima mencionado, poderíamos dizer que todo indivíduo de bom
senso, que possua um conceito formalizado acerca de um ser divino
superior, independente de seu credo, é um teólogo. Cada religião possui a
sua “teologia”.
Definindo o termo
Mas, afinal, o que é teologia cristã?
Na perspectiva da teologia acadêmica e histórica, uma resposta objetiva e
clássica seria: “fé em busca de entendimento”. Orientados por este
significado, perceberemos que o genuíno desígnio da teologia acadêmica
não deve ser o exame da Bíblia, de forma indiscriminada e leviana, para
construir doutrinas que justifiquem uma crença. Muito pelo contrário, o
teólogo cristão deve utilizar a teologia para compreender melhor aquilo
que previamente expressa o texto bíblico, a despeito das suas crenças.
Os assassinos da letra
Não obstante a todas estas ponderações, não é difícil encontrar
opositores do estudo teológico entre os mais diversos grupos religiosos.
Em verdade, esse comportamento é peculiar em muitos deles. Entretanto e
lastimavelmente, isso é constatado também no seio da igreja evangélica.
Geralmente, o texto áureo e justificativo desse posicionamento
encontra-se nas conhecidas palavras do apóstolo Paulo, que dizem: “O
qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não
da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica”
(2Co 3.6; grifo do autor). Eis aí a questão que lança os fundamentos
para a hostilidade de alguns em relação ao estudo teológico.
Pois bem, se o apóstolo Paulo declara que a letra mata, então este fato é
conclusivo. O que alguns precisam descobrir é quem de fato é essa
“assassina”.
O que nos move a ressaltar este ponto é o fato de que essa “tal letra”,
mencionada pelo apóstolo, tem sido alvo de distorções, prejudicando o
desenvolvimento do ensino na igreja. É verdade que essa objeção ao
estudo teológico é defendida por cristãos sinceros, mas que deliberaram
marginalizar o estudo teológico acreditando ser uma atitude louvada pela
Bíblia.
É curioso e contraditório, ao mesmo tempo. Mas o fato é que essa tal
“letra que mata” vem tendo seu verdadeiro sentido também assassinado por
alguns que a tentam interpretar. São aqueles a quem podemos chamar de
“os assassinos da letra”. Se você, porventura, se identifica como um dos
tais, por favor, não se ofenda! A verdade é que essa repulsa tem no
mínimo duas razões para existir. Proponho refletir um pouco mais sobre
estas duas questões e depois retornamos ao “homicídio espiritual causado
pela letra”, o qual supostamente Paulo teria apregoado.
A marginalização da teologia
Quais seriam os fatores que cultivam esta marginalização?
Antes de qualquer palavra, é fundamental esclarecer que não é nossa
finalidade aqui censurar a devoção autêntica de nossos irmãos. A
sinceridade de sua fé não está em discussão. Até porque, um dos fatores
que mais ajudam a alimentar a rejeição da teologia encontra raízes nos
próprios teólogos.
Conversando com uma missionária, algum tempo atrás, fui interpelado com
uma questão que, de certa forma, reflete o julgamento de muitos membros
de igrejas em relação à teologia. Ela questionava por que os teólogos
são tão apáticos em sua piedade e testemunho cristão. Não quero aqui
entrar em méritos, como, por exemplo, discutir essa generalização
injusta ou o que está escondido atrás do conceito de apatia. Todavia, e
inegavelmente, não se exige muitos esforços para identificar
comportamentos teológicos que instigam a rejeição da teologia. Esse
estereótipo pejorativo parece ser preservado por alguns poucos teólogos,
mas acabam por macular toda a classe. O orgulho intelectual, a
racionalização vazia, as conjeturas e especulações são tidos como alguns
frutos nocivos da teologia. E se torna mais grave ainda quando tais
frutos são vindos de pessoas que conhecem as Escrituras e que por isso
deveriam proceder totalmente ao contrário.
Contudo, em detrimento deste comportamento que, sabemos, não atinge os
teólogos comprometidos com a Palavra de Deus, existem ainda outras
objeções alicerçadas no desconhecimento bíblico. Logicamente, é muito
mais confortável escolher os mitos e as lendas do que cultivar uma fé
racional, pois esta vai exigir uma atitude trabalhosa em busca do
conhecimento, enquanto que aquelas conservam os fiéis na inércia,
fazendo-os concordar, sem qualquer exercício mental, com tudo o que
ouvem. Como disse o grande teólogo Agostinho: “Deus não espera que
submetamos nossa fé sem o uso da razão, mas os próprios limites de nossa
razão fazem da fé uma necessidade”. Eis aqui o matrimônio entre a fé e a
razão!
Outro fator a ser considerado é que o estudo teológico é marginalizado
porque ele incomoda, é inconveniente. É como se fosse uma pedra no
sapato dos manipuladores da Bíblia. Quanto menos conhecimento as pessoas
possuírem, mais facilmente serão controladas. É um comportamento
assumido pelas seitas, nas quais o líder se encarrega de pensar pelos
adeptos e implanta um método sutil de controle total.
Enquanto a teologia se opor aos modismos e ventos de doutrinas que não
coadunam com a Palavras de Deus e que levam muitos crentes à fantasias
místicas e subjetivas que beiram à heresias, ela continuará sendo
menosprezada.
A letra mata?
Retomando a questão, mas respeitando seu contexto bíblico, alertamos que
a letra a que Paulo se referiu não pode ser identificada como sendo o
estudo (conhecimento) teológico. Até porque o apóstolo era um dos
doutores da igreja (At 13.1) e jamais poderia pensar assim. Acreditamos
que são dispensáveis aqui quaisquer comentários sobre a erudição e a
aplicação de Paulo aos estudos. Isso é uma prova cabal dos benefícios da
educação teológica!
Acerca de Coríntios 2.6, Paulo estava falando sobre a superioridade da
nova aliança sobre a antiga. A morte causada pela letra realmente é
espiritual, porém, é bom salientar que se trata de uma alusão ao código
escrito da lei mosaica. A lei mata porque demanda obediência irrestrita,
mas não proporciona poder para isso. É representada pelas tábuas de
pedra (3.3). Por outro lado, o espírito vivifica porque escreve a lei de
Deus em nossos corações, trazendo-nos a vida em medida muito maior do
que realizava sob a antiga aliança. É representado pelas tábuas da carne
(3.3). Portanto, como podemos ver, o texto comentado não fundamenta, em
qualquer instância, a rejeição aos estudos teológicos.
Por que teologia?
Os teólogos leigos, ainda que inconscientemente, se beneficiam da
educação teológica. Criticam o estudo teológico, mas lançam mão dele.
Todo o legado doutrinário que usufruímos hoje foi preservado por causa
do zelo impetrado pelos teólogos que formalizaram a fé por meio de
credos, confissões e outras obras. As doutrinas cristãs sobreviveram ao
tempo porque o Espírito Santo se encarregou de inspirar e levantar
teólogos comprometidos com a fé! O estudo da teologia é um instrumento
indispensável para o saudável desenvolvimento da Igreja. Todos nós
precisamos da teologia!
Os teólogos leigos deveriam reconhecer o auxílio que recebem dos
teólogos acadêmicos e as duas classes representadas, de mãos dadas,
deveriam seguir o conselho de Pedro, um teólogo que não possuía a
erudição de Paulo, mas que conseguiu equacionar a questão ordenando o
crescimento na graça e no conhecimento, concomitantemente (2Pe 3.18).
Dessa forma, o evangelho sairá ganhando e cada membro da igreja estará
no seu posto, lapidando o aperfeiçoamento dos santos, para a edificação
do corpo de Cristo, segundo o ministério que lhe for confiado por Deus
(Ef 4.11,12).
Sobretudo, e finalmente, nosso desejo e oração é para que consigamos
aplicar a teologia à nossa vida. Se fracassarmos neste intento, a
teologia não será mais que mera futilidade.
Que o Senhor nos guie ao genuíno conhecimento de suas revelações, pelo seu amor e para a sua glória!
terça-feira, 23 de outubro de 2012
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
A figura do pastor profissional: uma realidade de nossos dias
.
Por Márcio Jones
Seus
movimentos são fria e milimetricamente calculados. Caminhar lento e
passos firmes. Olhar penetrante, persuasivo, e fala convincente, com
alternâncias de tonalidade e volume. Um levantar de mãos aqui, um soco
no ar ali, e desse modo ele vai conduzindo a sua reunião "profética".
Nada disso, no entanto, se dá antes que o grupo de louvor engendre a
atmosfera emocional propícia, que tenha o condão de fazer fluir lágrimas
pelo rosto dos ouvintes ou, ao revés, os conduza à visualização de uma
situação de guerra, em marcha, muito bem delineada pelas películas
retumbantes da bateria e pelos gestos efusivos das dançarinas. Ato dois:
os fieis se encontram à sua mercê. Hipnotizados, anestesiados pela
"unção" que parece emanar da epiderme do pregador. Transpiração,
calafrios, choro e rajadas de línguas permeiam o ambiente. Até que, sob a
orientação do pseudo-mensageiro, quão logo se dispersa a “atmosfera
espiritual”, apanham a Escritura, abrem-na e leem um único versículo -
quando não são desencorajados a abri-la. Tomam assento. Inicia-se a
interminável digressão do pregador, sob um tema sempre curioso,
intrigante ou cabalístico, que introduz a aura gnóstica de revelação só a
ele acessível, por óbvio. O texto é o ponto de partida, mas não o de
chegada; aponta a direção, mas interessam mais os desvios do caminho. Ao
final do sermão, exclamam um e outro: "por dezenas de vezes li tal
texto e nunca notei o aludido pelo pregador. Verdadeiramente ele é um
homem ‘ungido’”! Não me refiro a Jonas Nightengale, o ficto evangelista
protagonizado por Steve Martin em Fé demais não cheira bem, mas à figura do pastor — neopentecostal — de nosso tempo.
Por
conseguinte, apelo: pastor, exponha a Cristo crucificado, e não suas
técnicas persuasivas de manipulação de massas. Já foi dito que o púlpito
não é um local para discurso acerca de preferências e opiniões
pessoais, para pirotecnias ou extravasar de megalomanias, mas para a
fiel exposição da Sagrada Escritura. Utilizar-se do momento de maior
preeminência durante um culto público para turvar mais ainda a visão
daqueles que já andam a tatear em um contexto cristão de absoluto
analfabetismo bíblico é um atentado contra a obra do Senhor. A pregação
do evangelho, no dizer de Calvino, é centro da vida e obra da igreja.
Tal momento não serve de palanque para teatralidade ou demonstração de
uma espiritualidade que mais estatui um sistema de castas, à semelhança
do existente na Igreja Romana, levando as ovelhas a vislumbrar um “nível
de intimidade com Deus” ao qual elas nunca chegarão. Entenda que os
pregadores de maior destaque na história da igreja foram aqueles que não
se apegaram a nenhuma forma de exibicionismo ou a subterfúgios
psicológicos, antes se esvaziaram até que nada mais de si restasse.
Compreenderam que, ao se apequenar, pela graça de Deus, poderiam se
fazer hábeis instrumentos nas mãos do Senhor. Compreenderam que ao
Senhor pertence a glória, no diapasão do dizer de C. H. Spurgeon, ao
exprimir seu anseio como cooperador do Reino, nas seguintes palavras:
“que eu seja sepultado em algum lugar silencioso, onde as folhas caem e
os pássaros brincam e onde as gotas de orvalho brilham nos raios de sol;
e se acaso tenha que ser escrito algo sobre mim, que seja o seguinte:
"aqui jaz o corpo de um "João Ninguém", esperando pelo surgimento de seu
Senhor e Salvador, Jesus Cristo". É necessário que Ele cresça e nós
diminuamos (Jo 3:30).
Paulo, o
abnegado apóstolo, ao pregar aos cristãos de Corinto deixou-lhes claro
que não fez sobressaltarem os seus dons naturais como se o evangelho de
Jesus se resumisse à ostentação de linguagem ou de sabedoria (1 Co 2:1),
mas que não teve outro objetivo a não ser expor a Cristo e este
crucificado (1 Co 2:2). O apóstolo não somente entendia o que
estritamente lhe competia anunciar, como despenseiro que da obra de
Deus, contudo também se encontrava imbuído até as entranhas por um santo
temor por entender que sua incumbência não estava calcada em mérito
pessoal, e sim na transbordante misericórdia proveniente de Deus (2 Co
4:1). A mensagem do evangelho não demanda muletas para que alcance plena
eficácia, métodos mirabolantes que o façam mais atrativo para quem
deseja uma religião que o faça lembrar-se de tudo que o agrada no mundo.
E nesse itinerário tudo é permitido, sob a bandeira do pragmatismo: o
importante são os resultados, não importando os meios.
O
evangelho autêntico continua a ser o poder de Deus para a salvação de
todo aquele que crê. O pregador não necessita de lançar mão de outro
meio a não ser a fiel exposição da Escritura. Ora, penso que se o
evangelho se constituísse em algo alcançável mediante esforços
intelectuais ou cognitivos, seria perfeitamente lícito ao homem, além de
gloriar-se por seus próprios méritos, entupi-lo com toda a sorte de
mecanismos psicológicos para arrebanhar uma gama de simpatizantes que
sequer cogitam o porquê de poderem se declarar cristãos e de serem
verdadeiramente salvos. Não é este, porém, o evangelho de nosso Senhor
Jesus Cristo, o qual não atribui glória a homem algum, mas confere única
e exclusivamente a Si mesmo, o Senhor da Glória, todo o louvor,
majestade, domínio, aclamação, honra pelos séculos dos séculos. Não a
nós Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua
misericórdia e fidelidade (Sl 115:1).
Sola scriptura
Fonte: Despertar de um avivamento
domingo, 21 de outubro de 2012
sábado, 20 de outubro de 2012
Como Identificar uma Seita (Parte 01)

As pessoas têm o direito de professar a religião de sua escolha. A tolerância religiosa é extensiva a todos. Isso não significa, porém, que todas as religiões sejam boas. Nos dias de Jesus havia vários grupos religiosos: o? saduceus (At 5.17) e os fariseus (At 15.5). Os dois grupos tinham posições religiosas distintas (At 23.8). Mesmo assim, Jesus não os poupou, chamando-os de hipócritas, filhos do inferno, serpentes, raça de víboras (Mt 23.13-15,33). O Mestre deixou claro que não aceitava a idéia de que todos os caminhos levará a Deus. Ele ensinou que há apenas dois caminhos: o estreito, que conduz à vida eterna, e o largo e espaçoso, que leva à destruição (Mt 7.13-14).
Os apóstolos tiveram a mesma preocupação: não permitir que heresias, falsos ensinos, adentrassem na Igreja. O primeiro ataque doutrinário lançado contra a Igreja foi o legalismo. Alguns judeus-cristãos estavam instigando novos convertidos à prática das leis judaicas, principalmente a circuncisão. Em Antioquia, havia uma igreja constituída de pessoas bem preparadas no estudo das Escrituras (At 13.1), que perceberam a gravidade do ensino de alguns que haviam descido da Judéia e ensinavam: Se não vos circuncidardes segundo o costume de Moisés, não podereis ser salvos (At 15.1). Esses ensinamentos eram uma ameaça à Igreja. Foi necessário que um concilio apreciasse essa questão e se posicionasse. Em Atos 15.1-35, temos a narrativa que demonstra a importância de considerarmos os ensinos que contrariam a fé cristã. Outras fontes ameaçam a Igreja- Dentre elas, destacamos a pluralidade religiosa.
II - PLURALIDADE RELIGIOSA
A pluralidade religiosa não é exclusiva dos tempos de Jesus. Atualmente existem milhares de seitas e religiões falsas, as quais pensam estar fazendo a vontade de Deus quando, na verdade, não estão. Há dez grandes religiões principais: Hinduísmo, Jainismo, Budismo e Siquismo (na índia); Confucionismo e Taoísmo (na China); Xintoísmo (no Japão), Judaísmo (na Palestina), Zoroastrismo (na Pérsia, atual Irã) e Islamismo (na Arábia). Nessa lista, alguns incluem o Cristianismo. Além disso, existem mais de dez mil seitas (ou subdivisões dessas religiões), estando seis mil localizadas na África, 1200 nos Estados Unidos e o restante em outros países. Para efeitos didáticos, o Instituto Cristão de Pesquisas classifica assim as seitas:
- Secretas: Maçonaria,Teosofia, Rosacrucianismo, Esoterismo, etc.
- Pseudocristãs: Mormonismo, Testemunhas de Jeová, Adventismo do Sétimo Dia, Ciência Cristã, A Família (Meninos de Deus), Igreja Apostólica da Santa Vó Rosa, etc.
- Espíritas: Kardecismo, Legião da Boa Vontade, Racionalismo Cristão, etc.
- Afro-brasileiras: Umbanda, Quimbanda, Candomblé, Voduísmo, Cultura Racional, Santo Daime, etc.
- Orientais: Seicho-No-Iê, Igreja Messiânica Mundial, Arte Mahikari, Hare Krishna, Meditação Transcendental, Igreja da Unificação (Moonismo), Perfeita Liberdade, etc.
- Unicistas: Voz da Verdade, Igreja Local, Adeptos do Nome Yehoshua e suas Variantes (ASNYS), Só Jesus, Tabernáculo da Fé, Cristadelfíanismo, etc.
Enquanto essas e outras seitas se multiplicam, e seus guias desencaminham milhões de pessoas, os cristãos permanecem indiferentes, desatentos à exortação de Judas 3: batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos.
III - PORQUE ESTUDAR AS FALSAS DOUTRINAS
Muitos perguntam por que se deve estudar as falsas doutrinas. Para esses, seria melhor a dedicação à leitura da Bíblia. Certamente devemos usar a maior parte de nosso tempo lendo e estudando a Palavra de Deus, porém essa mesma Palavra nos apresenta diretrizes comportamentais relacionadas aos que questionam nossa fé. Assim sendo, apresentamos as razões para o estudo das falsas doutrinas:
1ª - Defesa própria: Várias entidades religiosas treinam seus adeptos para ir, de porta em porta, à procura de novos adeptos. Algumas são especializadas em trabalhar com os evangélicos, principalmente os novos convertidos. Os cristãos devem se informar acerca do que os vários grupos ensinam. Só assim poderão refutá-los biblicamente (Tt 1.9);
2a - Proteção do rebanho: Um rebanho bem alimentado não dará problemas. Devemos investir tempo e recursos na preparação dos membros da Igreja. Escolas bíblicas bem administradas ajudam o nosso povo a conhecer melhor a Palavra de Deus. Um curso de batismo mais extensivo, abrangendo detalhadamente as principais doutrinas, refutando as argumentações dos sectários e expondo-lhes a verdade, será útil para proteger os recém-convertidos dos ataques das seitas;
3a - Evangelização: O fato de conhecermos o erro em que se encontram os sectários nos ajuda a apresentar-lhes a verdade de que necessitam. Entre eles se encontram muitas pessoas sinceras que precisam se libertar e conhecer a Palavra de Deus. Os adeptos das seitas também precisam do Evangelho. Se estivermos preparados para abordá-los, e demonstrar a verdade em sua própria Bíblia, poderemos ganhá-los para Cristo;
4a - Missões: Desempenhar o trabalho de missões requer muito mais do que se deslocar de uma região para outra ou de um país para outro. Precisamos conhecer a cultura onde vamos semear o Evangelho. Junto à cultura teremos a religiosidade nativa. Conhecer antecipadamente esses elementos nos dará condições para alcançá-los adequadamente.
Uma objeção levantada por alguns é esta: Não gosto de falar contra outras religiões. Fomos chamados para pregar o Evangelho. Concordamos plenamente, todavia lembramos que o apóstolo Paulo foi chamado para pregar o Evangelho e disse não se envergonhar dele (Rm 1.16). Disse também que Cristo o chamou para defender esse mesmo Evangelho (Fp 1.16).
A objeção mais comum é a seguinte: Jesus disse para não julgarmos, pois com a mesma medida que julgarmos, também seremos julgados. Quem somos nós para julgar"? Ora, o contexto mostra que Jesus não estava proibindo todo e qualquer julgamento, pois no versículo 15 Ele alerta: acautelai-vos, porém, dos falsos profetas. Como poderíamos nos acautelar dos falsos profetas se não pudéssemos identificá-los? Não teríamos de emitir um juízo classificando alguém como falso profeta? Concluímos, portanto, que há juízos estabelecidos em bases sinceras, mas, para isso, é preciso usar um padrão correto de julgamento e, no caso, esse padrão é a Bíblia (Is 8.20). Há exemplos nas Escrituras de que nem todo juízo é incorreto. Certa vez Jesus disse: julgas te bem (Lc 7.43). Paulo admitiu que seus escritos fossem julgados (1 Co 10.15). Disse mais: O que é espiritual julga bem todas as coisas (1 Co 2.15).
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Paul Washer – Explicando o Evangelho para um Não-Convertido

antes, santificai a Cristo, como
Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a
todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós (1Pedro 3.15)
Neste vídeo, Paul Washer e Scott Brown
discutem como devemos explicar o Evangelho a uma pessoa não convertida.
Por onde começar? Que doutrinas enfatizar? Como desafiá-lo a crer? Essas
serão algumas questões esclarecidas no vídeo.
Transcrição
SCOTT BROWN: Então, vamos falar
um pouco sobre a mensagem do Evangelho. Vamos falar sobre doutrina,
sobre o efeito da doutrina ou da falta de sã doutrina ao compartilhar o
Evangelho. Penso que uma das coisas que todos nós reconhecemos e é
aterrorizante é quantas pessoas há na igreja, participam da mesa do
Senhor, ouvem as pregações, são membros de igrejas locais, porém, não
conseguem explicar o evangelho a você. E você tem de perguntar: elas
abraçaram o evangelho verdadeiro ou não? Em minha experiência, as
pessoas mais comumente esquecem-se do arrependimento e da ressurreição.
Quando pergunto a um cristão professo: “Pode, por favor, me explicar o
Evangelho?” Diga-me o que você diria a uma pessoa. Elas quase sempre
deixam essas duas coisas de fora. Então, eu só quero conversar um pouco
sobre a mensagem do Evangelho. Então, como você explicaria a mensagem do
Evangelho a mim se eu não fosse convertido?
PAUL WASHER: Nessa era de
ceticismo, eu começaria com a simples verdade de que: “ouça… Eu vou lhe
dizer uma coisa que eu creio com todo meu coração ser verdadeira. Isso
não a torna verdadeira. Mas apenas para nos nivelarmos, quero que saiba
que tudo o que você basicamente pode me acusar como um cristão –
pressuposição, como pressupor que há um Deus – você está fazendo a mesma
coisa. Se nós percebermos que é isso que você está fazendo, justamente
aquilo de que você me acusa… Agora me deixe apenas compartilhar com você
a cosmovisão que vejo na Bíblia e se você quiser, compartilhe comigo
sua cosmovisão, e vamos ver qual delas de fato funciona.” Isso me dá uma
porta aberta – apologética pressuposicionalista – pra não sentar lá por
duas horas discutindo se Deus existe ou não. Isso me dá a porta aberta
para apenas pregar a verdade das Escrituras para a pessoa. Então, eu não
entro em muita discussão. Eu não vou por esse caminho. Eu só digo: “Eu
creio que homens são salvos através da proclamação do evangelho. e eu
vou proclamar o evangelho a você.” Então, isso nos coloca no mesmo
fundamento.
Agora, sempre comece com a doutrina de
Deus, porque o evangelho não faz sentido e nem seria necessário se Deus
não fosse justo. Se Deus fosse outra coisa que não justo, nós nem
precisaríamos de um evangelho. Então, eu começo com: “Esse é Deus, e é
por isso que isto é importante.” Basicamente lidando com sua
reivindicação sobre a pessoa como Criador e Sustentador e mais tarde,
seu Redentor. E, daí, eu digo: “Este Deus é dessa maneira.” E eu
respondo suas objeções, como: “Por que Deus tem de ser santo, ou justo?”
E eu digo: “Você realmente gostaria que Hitler fosse um deus
onipotente?” E, então, entrar por aí explicando o problema. O grande
problema é que Deus é bom, mas você não é. Deus é amor, você não é. Deus
é justo, você não. Então, o que Deus faz com você e Sua criação? Ele
pode simplesmente lhe perdoar? Porque se ele fizer isso, ele não é
justo. E eu passo por todo esse problema que Paulo argumenta em Romanos
3. E não demora muito.
E, daí, eu explico à pessoa: “É isso o
que Deus fez. Para satisfazer sua justiça, Seu Filho tornou-se homem.
Levou sobre ele mesmo os seus pecados, morreu no seu lugar, ressuscitou
dos mortos.” E, então, explico não apenas a importância da morte, mas a
importância da ressurreição. A ressurreição não o fez o Filho de Deus,
mas era a reivindicação divina de sua filiação, como diz em Romanos 1. E
também era a prova de que sua morte satisfez de fato a justiça de Deus,
como diz em Romanos 4:25. Você precisa perceber que este Jesus que foi
crucificado em fraqueza e ressurreto em poder, é o Rei dos reis e Senhor
dos senhores, e ele reina sobre este mundo. Frequentemente vou ao livro
de Daniel e mostro a eles que na realidade todos os governos deste
mundo são como menininhos sentados em tronos de papel. Há um Rei, ele
voltará para reclamar aqueles que são dele.
E, então, explico: julgamento, justiça,
morte, ressurreição da própria pessoa, e digo a ela que Deus ordena
agora que todo homem se arrependa. Eu explico o que é o arrependimento.
Mas eu sou muito cauteloso aqui, porque se você vasculhar a doutrina
bíblica do arrependimento perfeitamente e diz: “Isso é arrependimento.”
Você não vive nisso. Nem eu. Veja, você se arrepende esperando que seja
sinceramente, mas o próprio arrependimento é sujeito à santificação. Eu
estou me arrependendo mais agora…
BROWN: Continua acontecendo.
WASHER: E continua se
aprofundando. Não é aquele arrependimento que acontece só uma vez, que
conserta tudo… Então, eu digo o que é o arrependimento, e digo o que é a
fé, e falo do mandamento para se arrepender e do mandamento de crer.
E, daí, eu pergunto a elas: “É isso que
você fez?” Eu gosto de dizer: “Isso é uma realidade na sua vida?” Porque
as pessoas dizem: “Eu não sei se tenho arrependimento.” “Então, vamos
ver o que é arrependimento e você me diz se isso é uma realidade, uma
realidade crescente em sua vida?” “Eu não sei se eu creio.” “Bom, isso
aqui é fé. Isso é uma realidade?” E muitas pessoas dizem: “Acho melhor
voltar depois de pensar sobre isso.” E, daí, talvez me contatem mais
tarde e se convertem saudavelmente. Outras pessoas que ouvem o
evangelho, logo no início dizem: “Sim, isso é real! Eu vejo!” Mas,
deve-se trabalhar com cada alma de uma maneira diferente. E explicar!
Ouvimos tantas frases que ninguém entende. E eis aqui o problema: muitos
pregadores modernos dirão que não devemos usar as frases. Bem, nós
devemos usar se estão na Bíblia. Mas precisamos explicá-las! Entende?
E eu nunca deixo alguém sem dizer isso,
especialmente alguém que professou a fé em Cristo comigo… Vamos dizer
que estou pregando em uma igreja do outro lado do continente… Eu nunca
vou deixá-la a menos que lhes tenha dado as advertências do evangelho. O
que quero dizer com isso é… Eu digo: “Ouça, a evidência de que você se
converteu, de que você de fato se arrependeu e creu para a salvação, é
que você vai continuar se arrependendo, e continuar crendo. Você vai
continuar crescendo em santificação. Você pode esfriar, mas verá a
disciplina de Deus. E você verá um progresso na santificação, e verá a
mão da providência de Deus, a mão inescapável da providência de Deus ao
longo do curso de sua vida. Mas se você chega a um ponto em sua vida
onde nada disso importa, e você continua naquilo, saiba que você não
aprendeu nada aqui hoje. Nada aconteceu com você"
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Reforma é coisa séria, e Halloween não é brincadeira
Muita gente não sabe, mas o Dia das Bruxas, o Samhain ou Halloween, Ano Novo céltico (31 de outubro), tem uma conexão com o Dia de Todos os Santos da Igreja Católica Romana. Este era originalmente celebrado em maio, e não no primeiro dia de novembro.
No ano 608, o imperador romano Focas apaziguou o populacho dos territórios pagãos recentemente conquistados, permitindo-lhe combinar o antigo ritual de Samhain com o Dia de Todos os Santos. E, assim, o panteão de Roma, templo edificado para a adoração de uma multiplicidade de deuses, foi transformado em igreja.
Foram os imigrantes europeus, especialmente os irlandeses, que introduziram o Halloween nos Estados Unidos. Hoje, o Dia das Bruxas é muito importante para os lojistas, inclusive no Brasil. Salém, em Massachusetts (Estados Unidos), é a sede da bruxaria norte-americana. Ali celebra-se, na época do Halloween, o Festival da Assombração, para expandir a temporada turística de verão. Tudo parece uma grande brincadeira, mas — conscientemente ou não — os participantes dessa festa estão se envolvendo com o ocultismo e o satanismo.
Por outro lado, algumas denominações evangélicas, além de realizarem festas similares às juninas (o que já é um absurdo), estão promovendo também, no fim de outubro, uma espécie de Halloween, decorando o ambiente com abóboras, etc. Elas alteram o nome da brincadeira satânica para Jesusween ou Elohin! Aos pastores destas igrejas quero apresentar um motivo melhor para festejar.
Em vez de comemorarem o Dia das Bruxas, os pastores que se prezam deveriam se lembrar da Reforma Protestante. Na manhã de 31 de outubro de 1517, véspera do Dia de Todos os Santos, Martinho Lutero — sacerdote romanista, professor de teologia e filho de um minerador bem-sucedido — começou a questionar de modo mais contundente a Igreja Católica e a atacar a autoridade do papa.
Lutero, então, afixou na porta da Catedral de Wittenberg (pronuncia-se vitemberk) um pergaminho que continha 95 declarações. Estas, conhecidas como teses, eram quase todas relacionadas com a venda de indulgências (pacotes caros pagos pelo perdão, inclusive das pessoas que já haviam partido para a eternidade).
Em junho de 1520, Lutero foi excomungado por uma bula — decreto do papa que continha o seu selo oficial. Em dezembro do mesmo ano, com ousadia, ele queimou esse documento em reunião pública, à porta de Wittenberg, diante de uma assembleia de professores, estudantes e o povo. No ano seguinte, foi intimado a comparecer ante as autoridades romanistas, em Worms. E declarou: “Irei, ainda que me cerquem tantos demônios quantas são as telhas dos telhados”.
No dia 17 de abril de 1521, Lutero apresentou-se à Dieta do Concílio Supremo, presidida pelo imperador Carlos V. Para escapar da morte, teria de se retratar. Mas ele não faria isso, a menos que fosse desaprovado pelas próprias Escrituras. E asseverou perante todos: “Aqui estou. Não posso fazer outra coisa. Que Deus me ajude. Amém”.
Considerado herege, ao regressar à sua cidade Lutero foi cercado e levado por soldados ao castelo de Wartzburg, na Turíngia, onde ficaria “guardado”. Ali, ele traduziu o Novo Testamento para o alemão, obra que, por si só, o teria imortalizado. Ao regressar a Wittenberg, reassumiu a direção do movimento a favor da Igreja Reformada, e a partir daí os princípios da Reforma Protestante se espalharam por toda a Europa, com ajuda de homens de valor, como Ulrico Zuínglio, João Calvino, Jacques Lefevre, João Tyndale, Tomás Cranmer, João Knox, etc.
Assim como muitos teólogos estão fazendo hoje, os católicos romanos haviam substituído a autoridade da Bíblia pela autoridade da igreja. Eles ensinavam que a igreja era infalível e que a autoridade da Bíblia procedia da tradição. Os reformadores afirmavam que as Escrituras eram a sua regra de fé, de prática e de viver, e que não se devia aceitar nenhuma doutrina que não fosse ensinada por elas. A Reforma devolveu ao povo a Bíblia que se havia perdido, passando a considerá-la a fonte primária de autoridade.
Nesses tempos difíceis, em que muitos estão brincando com o pecado e até com festas satânicas, quantos cristãos sérios estão dispostos a protestar contra as heresias verificadas entre nós (2 Pe 2.1; At 20.28), à semelhança de Lutero?
Autor : Ciro
Fonte : http://cirozibordi.blogspot.com.br
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domingo, 14 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Malafaia versus Haddad
O pastor Silas Malafaia acaba de gravar um vídeo para atacar de vez a candidatura de Fernando Haddad a prefeito de São Paulo. No programa, Malafaia ataca a recente acusação de Haddad sobre a “instrumentalização das religiões” que estaria sendo feita por José Serra na campanha. Até o julgamento do Mensalão é citado no vídeo.
- Quando algum líder evangélico apoia vocês é opinião, quando é do outro lado é fundamentalista religioso. O povo não é otário não Haddad. Vocês que tentaram instrumentalizar políticos de outros partidos
@Defesa_Da_Fe
Teólogo aponta o 'esfriamento' das igrejas evangélicas no Brasil e critica teologia da prosperidade em seu livro
.
Por - Luana Santiago
O novo livro de Augustus Nicodemos “O
culto segundo Deus - A mensagem de Malaquias para a igreja de hoje” tem
sido visto como uma "espada afiada" para ajudar a identificar e revelar
um esfriamento nas igrejas evangélicas do Brasil.
Nicodemus, que é teólogo e pastor presbiteriano, aborda em seu livro princípios relativos à adoração a Deus. Ele expõe através de seu livro os problemas expostos pelo profeta Malaquias e compara com os da igreja brasileira nos dias de hoje.
De acordo com Nicodemus, a profecia de Malaquias foi proferida e registrada em um contexto muito parecido com o que os evangélicos vivem hoje no Brasil, no qual adorar a Deus parece não fazer diferença visível na vida dos que o buscam constantemente nos locais de culto.
“Ao longo da história, nem sempre ficou claro para os cristãos o privilégio que têm de adorar a Deus, ser-lhe leal e fazer sua vontade. Qual é o proveito de servir a Deus, cultuá-lo e dedicar tempo para honrá-lo?”
O teólogo faz uma analogia entre o povo de Israel e os atuais cristãos brasileiros. Para ele, alguns setores da igreja evangélica, especialmente nas igrejas chamadas de missão ou históricas, estão passando por um período de esfriamento.
Nicodemus aborda a questão que muitos debatem atualmente sobre a "problemática" teologia da prosperidade. Ele compara o questionamento do amor de Deus pelo povo, que era muitas vezes medido por meio de coisas materiais e de sua situação financeira.
“Na época de Malaquias, o povo de Deus passava por uma grande crise econômico e financeira (...). O povo então começou a questionar a Deus se de fato Deus amava os judeus, como Malaquias dizia. Este questionamento decorria do fato que eles estavam medindo o amor de Deus pela prosperidade financeira, como as igrejas neopentecostais da teologia da prosperidade ensinam hoje o povo a fazer."
Nicodemus acredita que por causa da influência da teologia da prosperidade, muitos "evangélicos" só enxergam a Deus nas bênçãos materiais e como resultado, quando as mesmas faltam, questionam o amor de Deus e deixam as igrejas.
Para ele, a teologia da prosperidade é uma heresia, e, portanto quem a adota e ensina, não pode ser considerado como enviado de Deus para abençoar o povo.
O problema da teologia da prosperidade, explica ele, é que a melhoria financeira é colocada como o alvo principal do Evangelho e do relacionamento da pessoa com Deus, sendo Deus apresentado como aquele que pode resolver todos os problemas financeiros e de saúde se tão somente as pessoas contribuírem sacrificialmente para a igreja.
“O maior problema das pessoas não é financeiro, mas espiritual e isto fica em segundo plano na teologia neopentecostal”.
O livro, que praticamente já esgotou a primeira edição com menos de dois meses de publicação, também aborda o desânimo do povo, o desinteresse dos pastores, a desobediência aos princípios de culto e a falta de coerência entre a vida e a adoração a Deus.
Fonte: Christian Post
Nicodemus, que é teólogo e pastor presbiteriano, aborda em seu livro princípios relativos à adoração a Deus. Ele expõe através de seu livro os problemas expostos pelo profeta Malaquias e compara com os da igreja brasileira nos dias de hoje.
De acordo com Nicodemus, a profecia de Malaquias foi proferida e registrada em um contexto muito parecido com o que os evangélicos vivem hoje no Brasil, no qual adorar a Deus parece não fazer diferença visível na vida dos que o buscam constantemente nos locais de culto.
“Ao longo da história, nem sempre ficou claro para os cristãos o privilégio que têm de adorar a Deus, ser-lhe leal e fazer sua vontade. Qual é o proveito de servir a Deus, cultuá-lo e dedicar tempo para honrá-lo?”
O teólogo faz uma analogia entre o povo de Israel e os atuais cristãos brasileiros. Para ele, alguns setores da igreja evangélica, especialmente nas igrejas chamadas de missão ou históricas, estão passando por um período de esfriamento.
Nicodemus aborda a questão que muitos debatem atualmente sobre a "problemática" teologia da prosperidade. Ele compara o questionamento do amor de Deus pelo povo, que era muitas vezes medido por meio de coisas materiais e de sua situação financeira.
“Na época de Malaquias, o povo de Deus passava por uma grande crise econômico e financeira (...). O povo então começou a questionar a Deus se de fato Deus amava os judeus, como Malaquias dizia. Este questionamento decorria do fato que eles estavam medindo o amor de Deus pela prosperidade financeira, como as igrejas neopentecostais da teologia da prosperidade ensinam hoje o povo a fazer."
Nicodemus acredita que por causa da influência da teologia da prosperidade, muitos "evangélicos" só enxergam a Deus nas bênçãos materiais e como resultado, quando as mesmas faltam, questionam o amor de Deus e deixam as igrejas.
Para ele, a teologia da prosperidade é uma heresia, e, portanto quem a adota e ensina, não pode ser considerado como enviado de Deus para abençoar o povo.
O problema da teologia da prosperidade, explica ele, é que a melhoria financeira é colocada como o alvo principal do Evangelho e do relacionamento da pessoa com Deus, sendo Deus apresentado como aquele que pode resolver todos os problemas financeiros e de saúde se tão somente as pessoas contribuírem sacrificialmente para a igreja.
“O maior problema das pessoas não é financeiro, mas espiritual e isto fica em segundo plano na teologia neopentecostal”.
O livro, que praticamente já esgotou a primeira edição com menos de dois meses de publicação, também aborda o desânimo do povo, o desinteresse dos pastores, a desobediência aos princípios de culto e a falta de coerência entre a vida e a adoração a Deus.
Fonte: Christian Post
@Antony_Carlos
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segunda-feira, 8 de outubro de 2012
sábado, 6 de outubro de 2012
Hernandes Dias Lopes – A Importância da Pregação Expositiva para Crescimento Saudável da Igreja #Fiel2012

As tarefas primordiais do pastor, reverendo, presbítero ou bispo são a oração e o ministério da Palavra (Atos 6:4). Estas são fatores essenciais para uma igreja saudável. Vamos nos concentrar hoje no ministério da Palavra.
O que é Pregação expositiva?
A pregação expositiva pode ser resumida em três pontos:
- Ler o texto. Se um pregador lê o texto rapidamente, provavelmente ele pregará algo que não tem nada a ver com o texto.
- Explique o texto. Você conhece pregadores que leem o texto, mas pregam algo totalmente diferente? O sermão emana do texto e explica o texto. Não coloque no texto as suas ideias. Não tenha algo pré-concebido na mente e procure um texto para apoiar a sua ideia humana. O verdadeiro pregador é somente um canal explicativo do texto bíblico.
- Aplicar o texto. Pregação não é um discurso em um auditório, mas um discurso ao auditório. Uma pregação deve pegar as palavras do passado e aplicá-las às pessoas de hoje. Mas cuidado, se você não interpretar corretamente o texto, você pode aplicá-lo de forma herética, colocando palavras na boca de Deus.
Por que pregadores não pregam expositivamente?
Alguns dos motivos são:
- Não é ensinado em muitos seminários.
- Não tem uma boa biblioteca, nem a leem. Os motivos disso podem ser (1) falta de recursos e (2) desinteresse na leitura.
- Terrível tensão entre pregação e liturgia (uma hora de música e 10 min. de pregação).
Vantagens da pregação expositiva
Podemos listar no mínimo três vantagens da pregação expositiva:
- A grande vantagem da pregação expositiva é que ela almeja ser fiel (“assim diz o Senhor”) e não popular.
- Outra vantagem é não ter que ficar cassando a pregação, pois o livro a ser exposto já foi definido previamente.
- Também evita melindres, pois é pregado o que está no texto, doa quem doer.
Essas coisas são importantes, mas de nada adiantará se você não colocar seu coração nisso. A pior coisa é ficarmos acostumados com o sagrado – com a santidade da pregação. Você acredita no que você prega? Precisamos desesperadamente de um reavivamento no púlpito. John Wesley dizia: põe fogo no seu sermão ou põe seu sermão no fogo.
@Antony_carlos (Twitter )
@Defesa_Da_Fe (Twitter )sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Paul Washer – O Evangelho de Jesus Cristo 2

Mas agora, sem lei, se manifestou a
justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus
mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que crêem;
porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus,
sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção
que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como
propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus,
na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos;
(Rm 3:21-25)
Se você não tem a mais alta visão de Deus e de Seus atributos, você não conseguirá entender a podridão dos seus pecados.
Se vês um ladrão, tu te comprazes
nele e aos adúlteros te associas. Soltas a boca para o mal, e a tua
língua trama enganos. Sentas-te para falar contra teu irmão e difamas o
filho de tua mãe. Tens feito estas coisas, e eu me calei; pensavas que
eu era teu igual; mas eu te argüirei e porei tudo à tua vista. (Sl
50:18-21)
Os pregadores de hoje caem neste erro de
diminuir a glória de Deus e exaltar o homem. Eles tornam Deus igual ao
homem. O que o Brasil precisa para haver transformação é a exposição das
glórias e dos atributos de Deus e não de pequenos princípios para viver
uma vida melhor. Este tipo de pregação humanista só tem diminuído a
glória de Deus.
Você foi criado em um mundo onde tudo parece ser sobre você. Mas não é. Tudo é sobre Cristo!
As pessoas estão presas em pecados,
alegres no pecado, elas buscam novas maneiras de pecar, pois não há
temor de Deus na terra. Por que por que não há conhecimento de Deus na
terra. Do que esse país precisa? Do que ele precisa pra entender o
evangelho? Entender a natureza de Deus. Onde estão os pregadores que
carregam como mordomia dentro de si mesmo serem escribas e tornar
conhecido ao povo conhecimento de Deus. Nós fazemos tantas coisas mas
não fazemos a principal delas. Quantos de vocês estudaram os atributos
de Deus? Vocês gastaram alguns anos apenas conhece do essa essas através
das Escrituras? O maior de todos os conhecimentos é o conhecimento de
Deus. Teologia uma vez foi chamada a raiz e todas as ciências, mas
dentro disto há a maior de todas as teologias: quem é Deus? E quando
você vê isso, você começa a entender pecado.
Imagine que estamos no começo da
criação. Deus fala uma palavra aas estrelas e elas todas encontram seu
lugar no espaço e cantam a ele. Ele ordena os planetas a colocarem-se em
locais diferentes das órbitas e todos os obedecem, montanhas, vales e
mares, todos obedecem. Então, ele olha pra você, ele diz vem, e você diz
não. É por isso que no dia de juízo toda a criação se voltará contra o
homem e vai aplaudir a destruição da humanidade caída. Você tem que
entender que você foi criado em um mundo que parece que você é o entro:
não é assim! Tudo o que já foi feito, tudo o que há foi realizado na
mente de Deus gira em torno de seu filho. Todos pecaram
sendo justificados gratuitamente, por sua graça,
No momento em que uma pessoa crê em Cristo, Deus a declara legalmente justa diante dele.
sendo justificados gratuitamente, por sua graça,
Paulo dedica os três primeiros capítulos
de Romanos para demonstrar a pecaminosidade do homem, pois até estarmos
convencidos da natureza horrenda do nosso pecado, não conseguimos
apreciar a graça divina. A graça de Deus brilha mais forte sobre o pano
de fundo negro do pecado. Se um pregador não pregar sobre pecado, ele
está roubando a sua congregação de apreciar verdadeiramente a Deus e o
que Ele fez por ela em Cristo Jesus.
Existem duas religiões no mundo: a
religião das obras e a religião da graça. Somente o cristianismo bíblico
é uma religião de graça. Muçulmanos, judeus, espíritas todos acreditam
ser salvos por suas obras. Já o cristão quando perguntado o porquê ele
vai para o céu diz: “eu sou um pecador, nascido em pecado e nunca fez
nada além de pecar, mas irei ao céu pelo mérito de Jesus Cristo, meu
Senhor”. Uma religião de obras não é nada além de uma tentativa humana
de tomar o trono de Deus, tornando Ele seu devedor. O homem nunca deu
sequer uma razão para Deus lhe declarar justo.
mediante a redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação,
E, passando o SENHOR por diante
dele, clamou: SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e
grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil
gerações, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado, ainda que
não inocenta o culpado, e visita a iniqüidade dos pais nos filhos e nos
filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração! (Ex 34:6-7)
Neste texto, vemos o anúncio de que Deus
perdoa o pecado. Mas perceba que ao mesmo tempo Ele não inocenta o
culpado. Como isso pode ser? Como Deus pode ser justo e encobrir o
pecado (Rm 4:7,8)? Esta é a grande questão da Bíblia. Paulo fala em
Romanos que Deus justifica o ímpio. Mas Provérbios 17:15 dirá: “O que
justifica o perverso e o que condena o justo abomináveis são para o
SENHOR, tanto um como o outro”. Como Deus pode justificar alguém sem se
tornar abomináveis para Si Mesmo. A grande questão das Escrituras é que
se Deus é justo Ele não pode, nem deve perdoá-lo. Então como Deus pode
perdoar o ímpio?
Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus. (2Co 5:21)
Cristo jamais conheceu o pecado. Ele
nunca quebrou o maior dos mandamentos ou o menor. Não houve sequer um
momento em que Jesus não amou a Deus de todo o teu coração, de toda a
tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento.
Este Cristo sem mácula pagou o preço da
nossa redenção. Ele pagou este preço a Deus e não para o diabo. Jesus
aplacou a ira de Deus através do Seu sacrifício (propiciação). A
propiciação torna possível que o Deus justo justifique ímpios. O diabo
não era seu problema. Deus em sua justiça e sua ira era o seu problema.
Deus não pode negar a sua justiça para perdoá-lo. Para salvá-lo, Deus
teve que satisfazer a Sua própria justiça, derramando a Sua ira em
Cristo no seu lugar.
Muito do evangelismo moderno não fala
nada sobre isso. Evangelismo superficial já mandou mais pessoas para o
inferno do que todos as seitas. Precisamos conhecer, viver e pregar o
Evangelho de Jesus Cristo.
Paul Washer – O Evangelho de Jesus Cristo #Fiel2012

O meu desejo para vocês não é que vocês
se tornem mais inteligentes, mas que se tornem mais devotos, não a
coisas pequenas como missões ou algumas verdades, mas a pessoa de Jesus
Cristo e o que Ele fez por você. É tudo sobre Cristo, do começo ao fim.
Não busque sua satisfação no ministério pastoral ou em missões. Eles não
o satisfarão. Cristo o satisfará. Busque a Cristo!
Estude as Escrituras no contexto da
história cristã. A sabedoria não nasceu com você e não morrerá com você.
Não menospreze aqueles que vieram antes de você. Alguns acreditam que
são como uma ilha, como se seu cristianismo não dependesse de dois mil
anos de história cristã.
Irmãos, venho lembrar-vos o
evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda
perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal
como vo-la preguei, a menos que tenhais crido em vão. Antes de tudo, vos
entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados,
segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro
dia, segundo as Escrituras. (1Co 15:1-4)
Perceba que neste texto, Paulo lembra os
cristãos de Coríntios do Evangelho. Hoje em dia, muitos veem a Jesus e o
Evangelho como um momento único, como uma vacina, uma oração. O
Evangelho não é algo pequeno que você vê no começo da sua vida cristã,
mas algo que você deve lembrar-se todos os dias. E é disso que o Brasil,
os EUA e toda nação da terra precisam. O Brasil precisa de um povo que
entenda o Evangelho de tal maneira que não necessite nem queira nada
além do que Cristo.
Você precisa ter uma consciência
profunda do imenso amor de Cristo e dos horrores do pecado para viver a
vida cristã. Santificação é quando o amor de Deus através de Cristo e do
Evangelho tomam você de tal forma que você vive de forma a pertencer a
Deus – e você ama pertencer a Ele.
Nós precisamos de pregadores que vivem
diante de Deus, em seus joelhos, que conhecem a Deus não somente como
verdades proposicionais. Nós precisamos, sim, de mestres, mas precisamos
de mestres pegando fogo. Se você deixar a oração de lado, o que você
tem na pregação não é nada além de pó. Jovem, saiba: homens de Deus
nascem de joelhos. Eu vejo tantos homens em tantas atividades, mas onde
estão os homens de oração?
Pare de dizer que seu problema é sua
fraqueza. O problema não é a sua fraqueza, o problema é que você não
reconhece a sua fraqueza a ponto de se lançar diante de Deus em oração e
leitura da Bíblia. A fraqueza faz par a providência de Deus na vida do
crente para que nos apeguemos a Cristo.
A evidência de que você recebeu a Cristo
é que você continua vivendo uma vida de fé e arrependimento. O Senhorio
de Cristo tem se tornado mais real na sua vida?
O que você precisa para viver sua vida cristã é uma visão de Deus
mais alta, poderosa e limpa, uma compreensão sobre a terrível vida à
parte de Cristo e uma apreensão das glórias de Deus na obra de Cristo.
Você precisa de uma visão alta de Deus, uma visão baixa do homem e uma
visão gloriosa do Evangelho.
Paul Washer – Segurança Bíblica #Fiel2012

É o Espírito Santo que testifica que
alguém é salvo e não algum pregador porque acha que alguém fez uma
oração com sinceridade. Pare de tratar as pessoas como números, como
gado, fazendo elas repetirem a sua oraçãozinha e enviando elas embora em
5 minutos para que você possa comer ou se orgulha do número de pessoas
que levantaram a mão.
Estas coisas vos escrevi, a fim de
saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do
Filho de Deus. (1 Jo 5:13)
O livro de 1 João foi escrito para que
as pessoas saibam que têm a vida eterna. João escreve várias
características de um verdadeiro cristão. Infelizmente, muitos pastores
parecem ignorar totalmente isso.
E o testemunho é este: que Deus nos
deu a vida eterna; e esta vida está no seu Filho. Aquele que tem o Filho
tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida. (1 Jo
5:11-12)
Não devemos reduzir a certeza da
salvação a algumas coisas que fizemos certo. Certeza da salvação vem
somente através de se confiar em Jesus. Um dos sinais da verdadeira
conversão é que Jesus Cristo se torna a única esperança de salvação e
nenhuma confiança é colocada na carne. Sua esperança está em Cristo?
Você sente cada vez mais a sua necessidade de Cristo?
Além disso, é triste que no meio
evangélico muitos confirmem a fé de pessoas que deliberadamente vivem em
pecado, sem confrontá-los enquanto eles caminham rumo ao inferno.
Ora, a mensagem que, da parte dele,
temos ouvido e vos anunciamos é esta: que Deus é luz, e não há nele
treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com ele e andarmos nas
trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na
luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o
sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. (1 Jo 1:5-7)
Andar na luz é andar em conformidade com
o caráter e a revelação de Deus. Este “andar” se refere a um estilo de
vida. Sendo assim, se alguém diz que é cristão, mas seu estilo de vida
anda em total inconformidade com os mandamentos de Deus, então essa
pessoa está mentindo e se enganando. Para compreender isso pense no
seguinte: não é uma foto de certo episódio de sua vida, mas uma filmagem
de todos os momentos de sua vida. O que alguém verá em sua vida se o
filmar todos os momentos? Uma vida que, no geral, busca a Deus e anda em
seus caminhos ou uma vida que não o busca, nem o ama.
Se dissermos que não temos pecado
nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós. Se
confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os
pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos
cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.
(1 Jo 1:8-10)
O primeiro sinal é uma vida de
conformidade (crescente) com os mandamentos de Deus. O segundo sinal é
um coração quebrantado. O primeiro sinal não significa perfeição.
Contudo, a marca do cristão é a confissão de pecados, o desejo de ser
santo e uma vida de arrependimento quando peca. Você é sensível ao
pecado e tem ficado mais sensível enquanto você cresce na fé?
Essa sensibilidade é causada pelo
Espírito Santo que regenera o pecador e lhe dá um coração de carne
(sensível), tirando seu coração de carne. Seja uma pessoa que lamenta
pelo próprio pecado, mas, ao mesmo tempo, se regozija em seu Salvador.
Filhinhos meus, estas coisas vos
escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado
junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; (1 Jo 2:1)
Se você não tem um novo relacionamento
com o pecado (ódio) e com a Palavra de Deus (amor), então você não tem
um novo relacionamento com Jesus.
O fim último de toda a Lei é expressar amor a Deus, mas da forma que Ele deseja que você expresse.
aquele que diz que permanece nele, esse deve também andar assim como ele andou. (1Jo 2:6)
Não estamos falando de salvação por
imitação de Cristo. A salvação é pela fé somente. Mas aqueles que são
salvos, desejam andar como Jesus andou e irão progredir nisso, pois
aquele que começou a boa obra há de completá-la até ao Dia de Cristo
Jesus (Fp 1:6). Certamente, não é um imitar perfeito, mas se alguém
olhasse para você, ela veria alguém que almeja ser como Jesus?
Aquele que diz estar na luz e odeia a
seu irmão, até agora, está nas trevas. Aquele que ama a seu irmão
permanece na luz, e nele não há nenhum tropeço. (1 Jo 2:9-10)
Uma das maiores evidência de que alguém
nasceu de novo e pertence à família de Deus é o amor pelos irmãos. Você
ama estar com o povo de Deus? É difícil falar de amar a igreja, quando
as pessoas não sabem nem o que é a igreja? As pessoas acham que ir a
igreja falar das coisas do mundo é comunhão cristã. Quando foi a última
vez que você saiu com seus amigos só para falar de Jesus? Só para falar
de Santidade? Para orarem juntos?
Não ameis o mundo nem as coisas que
há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque
tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos
olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo. (1
Jo 2:15-16)
Mundo, aqui, é todo o sistema anti-Deus,
anticristo. Na vida do cristão tudo é sagrado, tudo é de Deus.
Inclusive suas roupas. Você é uma pessoa sensual? Suas roupas apontam
para suas faces onde a glória de Deus deve brilhar ou para seu corpo? Se
sua roupa aponta para seu corpo ela é odiável a Deus. Como é triste que
hoje em dia a sensualidade tenha estuprado a verdadeira beleza.
Sejam santos e totalmente consagrados a Deus.
Frases de Paul Washer em sua segunda mensagem na Conferência da Editora Fiel
Segue abaixo algumas das frases faladas por Paul Washer agora a noite em sua segunda palestra da Conferência da Editora Fiel:
"Se há uma coisa que a pregação evangélica anda fazendo é diminuir o tamanho de Deus e aumentado o tamanho do homem."
"Quanto tempo gastamos pregando sobre os atributos de Deus?"
"Esse país precisa aprender a natureza de Deus."
"Você foi criado em um mundo onde tudo parece ser sobre você. Mas não é. Tudo é sobre Cristo!"
"Justificação é um termo legal. É como se Deus enviasse uma declaração
legal dizendo que a pessoa é reta diante Dele. Ele declara a pessoa
justa e a trata como justa."
"Se um pregador não pregar sobre pecado, ele está roubando a sua congregação de apreciar verdadeiramente a Deus e o que Ele fez por ela em Cristo Jesus."
"Deus perdoa todo o tipo de pecado, ainda que não inocenta o culpado. Aquele que aceita Jesus é justificado e tratado como justo porque há dois mil anos Jesus foi tratado e condenado como culpado."
"Se você é pastor gaste tempo de estudo com Jesus, pensando coisas grandiosas sobre Ele e transmita isso ao povo no culto de Domingo".
"Nunca ouve um só segundo que Jesus não amou ao Pai com todo o seu entendimento, de todo seu coração, coisa que o homem pecador não consegue fazer."
"Evangelismo superficial já mandou mais pessoas para o inferno do que todos os cultos."
Louvado seja Deus pela sua Palavra e pelo evangelho pregado nessa noite por Paul Washer.
"Nós não precisamos de uma igreja brasileira no Brasil, nós precisamos de uma igreja bíblica."
Soli Deo gloria,
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