DEFESA DA FE.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

Igreja Renascer cria ‘dízimo’ com seguro e sorteio na Loteria Federal

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A criatividade das igrejas na tentativa de tirar cada vez mais dinheiro dos fiéis é algo realmente surpreendente. A última novidade é a “oferta” que a Igreja Renascer está “desafiando” seus fiéis a fazer. Veja como ela funciona: o fiel aceita o desafio de pagar R$ 2,00 por dia, em parcelas mensais de R$ 60, durante um ano. 
Durante todo esse período, enquanto ele pagar em dia, ele terá direito a três 

Durante todo esse período, enquanto ele pagar em dia, ele terá direito a três benefícios garantidos pela empresa Mongeral (que ficou muito conhecida no Brasil na década de 70 ao vender previdência privada a incautos). Os benefícios são: indenização em caso de morte, acidente e ainda o fiel receberá números todos os meses com os quais ele concorrerá a prêmios de R$ 5.000 a serem sorteados pela Loteria Federal. 

Detalhe: essa contribuição de R$ 60 por mês NÃO FAZ PARTE do dízimo, que continua sendo obrigatório para os fiéis, que doam de 10% a até 30% de seus ganhos, voluntariamente à Renascer. Além do dízimo, todos os meses são feitos novos “desafios” instando os fieis a contribuir com mais dinheiro ou doar bens. 

A Renascer é uma polêmica igreja evangélica que também se vale dos princípios da teologia da prosperidade. Grosso modo, a do “é dando que se recebe”. Quanto mais você dá à igreja, mais recebe de Deus. Bem, é uma questão de fé. 

Em janeiro deste ano, os líderes da Renascer, Estevam e Sônia Hernandes foram listados em 5º lugar entre os religiosos mais ricos do Brasil, com uma fortuna avaliada em R$ 120 milhões de reais. Em primeiro lugar ficou o bispo Edir Macedo, da Igreja Universal, com R$ 2 bilhões. 

Ambos foram presos pela polícia dos EUA entre 2007 e 2008, condenados por contrabando de dinheiro e conspiração para contrabando de dinheiro. Estevam e Sônia fora presos quando desembarcavam nos EUA com US$ 56,4 mil escondidos em uma bolsa, dentro de uma Bíblia, em um porta-CDs e em uma mala. Pela lei, eles deveriam ter informado, na alfândega, que portavam mais de US$ 10 mil. 

No Brasil, os principais processos contra eles já foram extintos.
 FONTE :UOL

Antony Carlos

segunda-feira, 1 de abril de 2013

John Piper – Um Amor de Ressurreição Tão Incrível!




Por John Piper


"Por isso, o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Este mandato recebi de meu Pai." (João 10:17-18)

Por que Jesus diz isso? Por que ele enfatiza sua voluntariedade em morrer? Porque se isso não fosse verdade — se sua morte fosse forçada a ele, se não fosse livre, se seu coração não estivesse de fato nisso — então uma grande interrogação seria colocada sobre seu amor por nós.

A profundidade de seu amor está em sua liberdade. Se ele não morreu por nós voluntariamente — se ele não escolheu o sofrimento e o abraçou — então quão grande é seu amor realmente? Então ele enfatiza isso. Ele deixa explícito. Isso vem de mim, não das circunstâncias, não de pressão, mas do que eu realmente anseio fazer.

Jesus está enfatizando para nós que seu amor por nós é gratuito. Ele parece ouvir alguma calúnia inimiga dizendo: “Jesus não ama a você de verdade. Ele é um mercenário. Ele entrou nessa por outra razão que não amor. Ele está sob algum tipo de obrigação ou compulsão externa. Ele não quer realmente morrer por você. Ele apenas de alguma maneira acabou entrando nessa tarefa e tem de se submeter às forças que o controlam.” Jesus parece ouvir ou antecipar algo assim. E ele responde: “Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la.” Ele está pressionando nesse ponto para ver se creremos em seu protesto de amor, ou se creremos no oposto — que seu coração não está realmente nisso.

Qualquer um que faz uma afirmação como essa está mentalmente perturbado, mentindo, ou é Deus. Eu tenho autoridade de dentro da morte, como um homem morto, de tomar minha vida de volta quanto eu quiser. Agora qual é o ponto aqui? Bem, o que é mais difícil? Controlar o momento de sua morte, ou dar a si mesmo vida novamente quando já morto? O que é mais difícil? Dizer “eu entrego minha vida por minha própria iniciativa,” ou dizer “eu tomarei minha vida de volta depois que estiver morto”?

A resposta é óbvia. E esse é o ponto. Se Jesus podia tomar — e tomou — sua vida de volta da morte, então ele de fato estava livre. Se ele controlou o momento em que saiu da sepultura, ele certamente controlou o momento em que ele foi para a sepultura.

Então eis o ponto. A ressurreição de Jesus é dada a nós como a confirmação ou a evidência de que ele estava, de fato, livre ao entregar sua vida. E então a ressurreição é o testemunho de Cristo quanto à liberdade de seu amor.

O Significado da Páscoa

De todas as grandes coisas que a Páscoa significa, ela também significa isso: é um grande “Eu quis fazer isso!” por trás da morte de Cristo. Eu quis fazer isso! Eu estava livre. Você vê o quão livre eu estou? Você vê quanto poder e autoridade eu tenho? Eu era capaz de evitá-la. Eu tenho o poder de tomar minha vida e voltar da sepultura. Então, como eu não conseguiria devastar meus inimigos e escapar da cruz?

Minha ressurreição é um brado sobre meu amor por minhas ovelhas: Eu era livre! Eu era livre! Eu escolhi isso. Eu abracei isso. Eu não fui capturado. Eu não fui encurralado. Nada pode me obrigar a fazer o que eu não escolho fazer. Eu tinha poder para tomar minha vida de volta da morte. Quão mais, então, eu poderia evitar meu encontro com a morte!

Eu estou vivo para mostrar a você que eu realmente amei você. Eu amei você livremente. Ninguém me forçou a fazê-lo. E agora estou livre para passar a eternidade amando você com um amor onipotente de ressurreição para sempre e sempre.

Vinde a mim, vós todos pecadores que necessitam de um Salvador. E eu os perdoarei, os aceitarei, e os amarei de todo o meu coração para todo sempre.



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Por John Piper © 2013 Desiring God Foundation. Usado com permissão. Website em português: www.satisfacaoemdeus.org. Original: Love to the Uttermost (Free eBook for Holy Week). Tradução: www.VoltemosAoEvangelho.com. Original: John Piper – Um Amor de Ressurreição Tão Incrível (Amor ao Extremo)

sexta-feira, 29 de março de 2013

O perigo do cristianismo do entretenimento que está invadindo as igrejaS





A igreja pode enfrentar a apatia e o materialismo satisfazendo o apetite das pessoas por entretenimento? Evidentemente, muitas pessoas das igrejas pensam assim, enquanto uma igreja após outra salta para o vagão dos cultos de entretenimento. Uma tendência inquietante está levando muitas igrejas ortodoxas a se afastarem das prioridades bíblicas.

O que eles querem
Os templos das igrejas estão sendo construídos no estilo de teatros. Ao invés de no púlpito, a ênfase se concentra no palco. Alguns templos possuem grandes plataformas, que giram ou sobem e descem, com luzes coloridas e poderosas mesas de som.
Os pastores espirituais estão dando lugar aos especialistas em comunicação, aos consultores de programação, aos diretores de palco, aos peritos em efeitos especiais e aos coreógrafos. O objetivo é dar ao auditório aquilo que eles desejam. Moldar o culto da igreja aos desejos dos frequentadores atrai muitas pessoas.
Como resultado disso, os pastores se tornam mais parecidos com políticos do que com verdadeiros pastores, mais preocupados em atrair as pessoas do que em guiar e edificar o rebanho que Deus lhes confiou.
A congregação recebe um entretenimento profissional, em que a dramatização, os ritmos populares e, talvez, um sermão de sugestões sutis e de aceitação imediata constituem o culto de adoração. Mas a ênfase concentra-se no entretenimento e não na adoração.

A ideia fundamental
O que fundamenta esta tendência é a ideia de que a igreja tem de “vender” o evangelho aos incrédulos — a igreja compete por consumidores, no mesmo nível dos grandes produtos. Mais e mais igrejas estão dependendo de técnicas de vendas para se oferecerem ao mundo.
Além disso, toda esta corrupção do evangelho presume que os cultos da igreja têm o objetivo primário de recrutar os incrédulos. Apesar de termos que pregar “em tempo e fora de tempo”, algumas igrejas abandonaram a adoração no sentido bíblico, levando um evangelho distorcido, sem fundamento nas Escrituras e voltado para a satisfação do ego humano.
Outras relegaram a pregação convencional aos cultos de grupos pequenos em uma noite da semana. Mas isso se afasta do principal ensino de Hebreus 10.24-25: “Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos”.

O verdadeiro padrão
Atos 2.42 nos mostra o padrão que a igreja primitiva seguia, quando os crentes se reuniam: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”.
Devemos observar que as prioridades da igreja eram adorar a Deus e edificar os irmãos. A igreja se reunia para adoração e edificação — e se espalhava para evangelizar o mundo. Nosso Senhor comissionou seus discípulos a evangelizar, utilizando as seguintes palavras: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações” (Mateus 28.19). Ele deixou claro que sua igreja não tem de ficar esperando  o mundo para vir às suas reuniões, e sim que ela tem de ir ao mundo.
Essa é uma responsabilidade de todo crente. Receio que uma abordagem cuja ênfase se concentra em uma apresentação agradável do evangelho, no templo da igreja, absolve muitos crentes de sua obrigação pessoal de ser luz no mundo (Mateus 5.16).

Estilo de vida
A sociedade está repleta de pessoas que querem o que querem, quando o querem. Elas vivem em seu próprio estilo de vida, recreação e entretenimento. Quando as igrejas apelam a esses desejos egoístas, elas simplesmente põem lenha nesse fogo e ocultam a verdadeira piedade.
Algumas dessas igrejas estão crescendo em expoentes elevados, enquanto outras que não utilizam o entretenimento estão lutando. Muitos líderes de igrejas desejam crescimento numérico em suas igrejas, por isso estão abraçando a filosofia de “entretenimento em primeiro lugar”.
Considere o que esta filosofia causa à própria mensagem do evangelho. Alguns afirmam que, se os princípios bíblicos são apresentados, não devemos nos preocupar com os meios pelos quais eles são apresentados. Isto é ilógico.
Por que não realizarmos um verdadeiro show de entretenimento? Um atirador de facas tatuado fazendo malabarismo com serras de aço se apresentaria, enquanto alguém gritaria versículos bíblicos. Isso atrairia uma multidão, você não acha?
É um cenário bizarro, mas é um cenário que ilustra como os meios podem baratear e corromper a mensagem.

Tornando vulgar
Infelizmente, este cenário não é muito diferente do que algumas igrejas estão fazendo. Roqueiros punk, ventríloquos, palhaços e artistas famosos têm ocupado o lugar do pregador — e estão degradando o evangelho.
Creio que podemos ser inovadores e criativos na maneira como apresentamos o evangelho, mas temos de ser cuidadosos em harmonizar nossos métodos com a profunda verdade espiritual que procuramos transmitir. É muito fácil vulgarizarmos a mensagem sagrada.
Não se apresse em abraçar as tendências das super-igrejas de alta tecnologia. E não zombe da adoração e da pregação convencionais. Não precisamos de abordagens astuciosas para que tenhamos pessoas salvas (1 Coríntios 1.21).
Precisamos tão-somente retornar à pregação da verdade e plantar a semente. Se formos fiéis nisso, o solo que Deus preparou frutificará.
John MacArhtur

quinta-feira, 21 de março de 2013

CAUSA GAY: UMA VIA DE MÃO ÚNICA





Há coisas difíceis de digerir. Para mim, uma delas, por exemplo, é nata no leite; porém, há quem goste, e eu não tenho nada contra isso, contanto que não me obriguem a um castigo como esse.

Numa república democrática, devemos conviver respeitosamente com o contraditório, sem que a vontade individual seja invadida pela de outrem que nos force a aderir integralmente ao que ele considera bom para si.

De uns anos para cá, a bandeira da liberdade de expressão sexual tem ocupado extraordinário espaço e apoio na mídia. Tem-se tentado, a todo custo, fazer a sociedade aceitá-la como algo normal. Mas a sociedade, de tradições engessadas – tanto por conceitos religiosos quanto pelo que se entende por normalidade da vida natural –, não consegue compreender plenamente as reivindicações dos ativistas gays. Estes, em face disso, reagem com atos que variam de acusações de anacronismo a palavras de ofensa.

Os ativistas gays pretendem aprovar o Projeto de Lei que criminaliza todo e qualquer tipo de preconceito contra a prática sexual entre pessoas do mesmo sexo. O projeto inclui também a união matrimonial entre pessoas do mesmo sexo.

A causa gay tem feito grandes avanços no seu labor. A cada dia aumenta o número de pessoas que se mostram mais tolerantes, e até simpáticas a ela. Em alguns Estados da Federação, já é possível a união estável entre pessoas do mesmo sexo. A legalização federal certamente não demorará a acontecer. Isso não é novidade para mais ninguém. A principal alegação para o casamento entre homossexuais é, segundo eles, a de garantir-lhes direitos adquiridos, assim como ocorre com um casal heterossexual.

No entanto, o que para uns é algo normal para outros soa como ofensa à sociedade, desrespeito à família, banalização dos bons costumes e transgressão às leis de Deus. Desse modo, a sociedade está dividida. Muitos há que, por medo de sofrerem algum tipo de retaliação, afirmam ser favoráveis às mudanças, mas não são capazes de sustentar seu discurso. Perguntados sobre como agiriam se tivessem um filho ou filha gay, mostram desconforto com a ideia.

As reivindicações dos gays não levam em conta as consequências que isso trará à sociedade, com todas as exigências que fazem. Os direitos que buscam excedem em muito os direitos comuns. Por que tachar de homofóbico quem simplesmente pensa diferente deles? Então, toda a sociedade – sem exceção alguma – é doente, e precisaria ser internada. Toda vez que alguém discorda do ponto de vista de outro significa que tem “medo” daquele ponto de vista, ou mesmo, daquela pessoa? O são-paulino tem medo do corintiano; o católico, do evangélico; este, do espírita, e assim por diante?

Será que já não temos leis suficientes para garantir direitos que estabeleçam o respeito mútuo entre os indivíduos? Quem ofenderia a um gay por ser gay, e não seria punido? Do mesmo modo o negro, o judeu, o deficiente físico etc.?

Mas eles querem uma lei exclusiva, que os torne uma classe superior às outras. Provavelmente se sentem superiores aos demais, contrariando, assim, a Constituição, que diz que todos somos iguais perante a Lei. Ao mesmo tempo, esquecem que, se a sociedade toda se tornasse atraída por pessoas do mesmo sexo, em poucos anos a espécie humana deixaria de se reproduzir, e se extinguiria!

Eu estava tomando café com a minha mulher na praça de alimentação de um Shopping Center na cidade de São Paulo. Dois rapazes, ambos negros, sentaram-se à nossa frente e, em acintoso gesto de provocação pública, começaram a se beijar e a se acariciar nas partes íntimas. Pessoas que estavam próximas começaram a se afastar, procurando outras mesas, principalmente as que estavam acompanhadas de crianças, devido ao desconforto que a cena causava a todos. Olhei para um segurança do shopping esperando que ele fizesse algo, mas ele reagiu discretamente, acenando com as mãos e com os ombros, dando-me a entender que não podia fazer nada. Se fosse um casal heterossexual, aquilo seria um “atentado ao pudor”, mas eram dois homens! Qualquer atitude que tivéssemos, por mais educada que fosse, certamente se voltaria contra nós, com dupla acusação: discriminação sexual e racial, e, certamente, o ganho de causa seria dos gays!

Senti-me impotente, totalmente desprotegido pelo Estado no direito de exercer minha cidadania! Se agora já é assim, como será depois quando, por um simples gesto ou suspeita, formos todos criminalizados por gente que quer o respeito, mas que não se dá a ele? É justo que essa via tenha somente mão de ida, e não tenha a de volta?

Continuo tendo náuseas ao ver uma nata flutuando numa xícara de café com leite. Posso ser respeitado pelo meu gosto? Ou será que um dia me obrigarão a engolir isso?





Mestre em Ciências da Religião pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
Pastor da Assembleia de Deus Bereana. Apresenta o programa TV Bereana em Redes de televisão.